
Como muito ouvimos falar, a educação é o alicerce de uma sociedade. Existe uma grande diferença entre ensino e educação, coisa que muitos pais deveriam aprender e entender, principalmente aqueles que acreditam que os professores são responsáveis por educar os alunos.
Na verdade, os professores são responsáveis por ensinar (matérias: matemática, português, história, geografia, etc.) enquanto é de responsabilidade dos pais/responsáveis a educação da criança. Bem, de qualquer maneira, quando temos como ponto de partida toda uma história social, entendemos o porquê de determinadas coisas acontecerem como acontecem.
O ensino público brasileiro ainda é (muito) falho, apesar das tentativas de melhorá-lo. No Japão, também por um contexto histórico (milenar) temos um ensino completamente diferente onde, tanto nas escolas quanto em casa, os alunos são educados e ensinados.
É importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.
Sendo assim, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos, selecionamos uma listinha com 7 maneiras como as escolas japonesas são diferentes das brasileiras. Como dizem, a esperança é a última que morre. Confira:
O uniforma tradicional das escolas japonesas são: camisas brancas com colarinho alto, calças pretas ou militares para os meninos, para as meninas são blusas estilo marinheiro e saia plissada (sem opção de calças para elas). Esses estilos muito vistos em animes, são a norma para os alunos do ensino médio, mas o uniforme escolar está sendo gradualmente substituído por saias e calças tartan (aquela estampa xadrez clássica, tipo de saia escocesa), com laços típicos das escolas paroquiais ocidentais. Além de regulamentar roupas, sapatos e mochilas, muitas escolas secundaristas impõem proibições estritas a maquiagem, esmaltes, penteados e, até mesmo, tratamento de sobrancelhas.
Caso algum dia você visite uma escola japonesa, não irá encontrar único zelador, mas isso não quer dizer que as escolas sejam sujas e bagunçadas, muito pelo contrário. Os estudantes e professores arregaçam as mangas e passam algum tempo do seu dia limpando salas, pisos e banheiros. O que significa que eles não pregam chicletes embaixo das carteiras nem escrevem nelas, porque sabem que eles mesmo terão de limpar.
Deixar uma sala de aula sem a supervisão de um responsável, seria um pesadelo aqui no Brasil. Mas, no Ja´pão, quando um professor está doente, raramente são requeridos substitutos. Isso acontece porque os alunos são responsáveis e confiáveis o suficiente para estudarem sozinhos e calmamente, de maneira independente.
Apesar de as escolas serem tranquilas e os alunos confiáveis, no Japão, é muito comum que se preocupem com a segurança. O sasumata é uma barra de metal com pontas curvas, uma adaptação de antiga arma samurai. É bem comum encontrar essas armas penduradas pelas escolas que, se necessária, será usada para imobilizar algum agressor/invasor.
Bem, se o sasumata não funcionar, ainda existe o método kancho. Uma brincadeira muito divertida e querida, principalmente, entre os alunos do ensino fundamental e jardim de infância. Todo professor não-japonês que vai dar aulas nas escolas japonesas são alertados sobre o kancho. Funciona da seguinte forma: as crianças fecham as mãos juntinhas, apontam o indicador e tentam enfiar nas região traseira da pessoa que está “atacando”.
Nas escolas japonesas as refeições são feitas nas salas de aula, cada aluno em sua mesa. As refeições são preparadas por cozinheiras, mas a distribuição é feita pelos próprios alunos, que se revezam. São arroz, peixe e sopa. Além disso, não existe desperdício de comida nas escolas japonesas.
A saudação é parte integrante da cultura japonesa, o que quer dizer que a escola não seria uma exceção, de maneira alguma. No início e final de cada aula, os alunos ficam de pé e se curvam em cumprimento ao professor. Muitas escolas secundárias também utilizam o dojo, com um breve mokuso (meditação de olhos fechados), para que os alunos possam se concentrar antes da aula.
E aí pessoal, o que acharam desses “detalhes” sobre as escolas japonesas? Elas são realmente muito diferentes das brasileiras? O que mais vocês sabem sobre elas? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!






