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7 doenças mentais que também afetam animais

POR Nelyne Mota    EM Natureza      27/05/19 às 16h14

Já mencionamos algumas vezes sobre como transtornos, distúrbios e doenças mentais têm afetado cada vez mais a sociedade. Mas dessa vez, viemos falar sobre as possibilidades e sobre como elas acontecem quando essas doenças afetam o mundo animal.

Não, você não leu errado. Nossos animais de estimação e mesmo os animais selvagens também podem sofrer desses transtornos. E assim como com os humanos, esses desequilíbrios podem gerar graves danos à vida dos pequenos.

Confira a seguir, uma lista de alguns exemplos de doenças mentais que podem atingir animais. E também como elas podem ser identificadas e tratadas.

1 - Compulsão Alimentar

É raro encontrar um animal com excesso de peso na natureza. Porém, quando falamos de animais domesticados, o sobrepeso já não é tão raro assim. Muitos animais de estimação acabam desenvolvendo distúrbios alimentares por inúmeros motivos.

Às vezes por ociosidade ou ainda por conta do pouco espaço de interação ou brincadeiras. Outros casos ocorrem por excesso de disponibilidade de alimentação ou ainda por estresse ou emoções afins. Fato é que o excesso de peso faz mal também aos nossos pequenos. Logo, o tratamento para esse tipo de situação gira em torno também de exercícios, treinamentos e reeducação alimentar.

2 - Tricotilomania

Tal desordem compulsiva que faz com que o doente arranque seus cabelos e por vezes, engulam. Sem mesmo que possam perceber o ato. Em animais, chamamos esse comportamento de excesso de limpeza e vale lembrar que muitas vezes pode ser associado a uma forma de resposta ao estresse.

O curioso é que o comportamento de auto limpeza animal libera endorfinas calmantes. Ou seja, enquanto eles se limpam, eles também se acalmam através das substâncias que o ato libera em seus corpos. A questão é que, em alguns casos, essa auto limpeza animal ultrapassa os níveis comuns na espécie. Logo, os pequenos também desenvolvem a compulsividade em se limpar e, por vezes, arrancam os próprios pelos ou pelagem.

3 - Depressão

Em contramão de boa parte dos outros distúrbios, a depressão é bem retratada em animais. Em zoológicos, por exemplo, é possível observar sintomas como letargia, comportamentos compulsivos, falta de apetite, falta de interesse sexual e autoflagelação.

Em casos de cães que apresentam os sintomas, muitos veterinários prescrevem medicação antidepressiva. Porém, esses profissionais também concordam com o fato de que ainda não sabemos se esse distúrbio afeta nossos animais da mesma forma que afeta os humanos. Curioso é que em cães, há maior possibilidade de desenvolvimento de depressão. Ao passo que em gatos, essa possibilidade pende para a ansiedade.

4 - Ansiedade

Assim como em humanos, o estresse é uma reação normal para animais. Coisas que podem oferecer-lhes ameaça ou perigo, fazem com que o bichinho reaja para se proteger ou mesmo fugir. Respostas e reflexos assim podem ser desencadeados na vida doméstica de um animal de estimação. Porém, alguns experimentarão muito mais estresse do que outros.

E nesse caso, o bichinho mais propenso seria o gato. Devido ao comportamento independente e por vezes, um tanto desconfiado, os gatos acabam sujeitos à situações de estresse rotineiras. Mais uma vez, os cuidados priorizam o descarte de outras possibilidades e em seguida, o tratamento medicamentoso.

5 - Alzheimer

Talvez seja uma surpresa que essa doença esteja em nossa lista, mas é um fato que ela também afeta os animais. Porém, o distúrbio é na verdade uma síndrome de disfunção cognitiva. Mas sua forma de se manifestar se assemelha ao que conhecemos por Alzheimer.

Nossos pequenos, que desenvolvem esse distúrbio, podem esquecer rotinas bem estabelecidas, vagar sem rumo e sem descanso, tornar-se agressivos ou perder-se facilmente. Eles também podem esquecer de pessoas que viveram com eles a vida toda. Além da possibilidade de reagirem de forma avessa, como se essas pessoas fossem estranhas.

6 - Transtorno Obsessivo Compulsivo

Caracterizado pelo comportamento ou mania involuntária de repetir algum gesto ou ato constantemente. O TOC também pode afetar animais. E algumas raças de cães acabam sendo mais propensas a esse distúrbio. Como por exemplo os dobermans americanos, que possuem cerca de 28% de chances a mais de desenvolver o transtorno.

Os donos de animais, que apresentarem esse comportamento, precisam manter a atenção em seus pequenos. Ambientes extremos podem desencadear crises. Ou seja, agitação ou mesmo a calmaria ao extremo, podem fazer mal a eles. O caminho seria a observação cuidadosa para tentar equilibrar qualquer coisa que cause extremos ao animal no momento de crise.

7 - Transtorno de Estresse Pós Traumático

Assim como em humanos, alguns animais também podem sofrer de transtorno de estresse pós traumático. Alguns de nós passam por eventos traumáticos sem grandes reflexos. Outros, acabam com sequelas temporárias ou permanentes. E não há nada de errado nisso.

Mas o fato aqui é que alguns de nossos animais domésticos podem sofrer do mesmo transtorno e desenvolver traumas relacionados à situações que viveram. Situações de abandono ou desastres naturais podem gerar reações psicológicas em nossos pequenos companheiros. Logo, essas reações desencadeiam medo ou pânico relacionados diretamente às emoções daquele momento extremo.

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Nelyne Mota
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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