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7 invenções que deram um pouco de esperança para humanidade

POR Isabela Ferreira    EM Inovação      19/06/18 às 15h45

Você já deve ter visto alguém dizendo que perdeu a esperança na humanidade, inclusive, você pode ser essa pessoa. Dentre tantos acontecimentos negativos e tragédias das quais estamos acostumados a lidar, parece plausível ter esse tipo de pensamento. No entanto, segundo um levantamento feito pela ONU em 2016, existem mais de 6,1 bilhões de habitantes no planeta, e é claro que desde essa data já aumentou bastante. Será que este não é um número muito grande para perdermos a esperança tão cedo?

Ao mesmo tempo em que existem pessoas que não se importam com nada além do próprio umbigo, também existem aquelas que se doam em prol do outro. Que utilizam de todo seu conhecimento para fazer o bem e ajudar aqueles que precisam. Pensando nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo 7 invenções que deram um pouco de esperança para humanidade. Confere aí!

1 - Colher anti-tremor

Normalmente, pessoas que possuem problemas nervosos ou que sofrem do Mal de Parkinson, por exemplo, apresentam grandes dificuldades para executar movimentos simples. Tal fator reflete até mesmo na hora de comer, uma vez que os talheres não suportam os tremores e derrubam a comida. Dessa forma, é comum que pessoas com esses problemas precisem ser alimentadas, tendo menor autonomia.

Pensando nisso, o engenheiro Anun Pathak, que já havia desenvolvido uma maneira de estabilizar os rifles de soldados em combate, percebeu que a tecnologia desenvolvida ali poderia ajudar muitos outros grupos de pessoas. Foi então que trabalhou para desenvolver uma colher que anulasse os tremores, devolvendo aos pacientes que sofrem de doenças do tipo, a autonomia de suas tarefas diárias. A colher, chamada Liftware Steady, é capaz de anular até 70% dos tremores, número bastante significativo e que devolve a esperança para muita gente.

2 - Prótese para cauda de golfinho

Wrinter é o nome de um golfinho que foi encontrado preso em linhas de pescador. Quando o resgate chegou, o caso já era grave e a circulação de sua cauda já havia sido cortada. Normalmente isso representaria uma condição fatal para um golfinho, mas Wrinter teve sorte e conseguiu sobreviver, mesmo com a amputação de sua cauda. Aprendeu a nadar de lado, assim como os tubarões, mas seus cuidadores afirmavam que a longo prazo, aquilo seria prejudicial para o animal.

Mas foi graças a Kevin Carroll e Dan Strzempka que a história teve um final feliz. Ambos trabalham com o desenvolvimento de próteses e conheceram a história do golfinho. Se ofereceram para criar uma prótese para Wrinter e depois de muito trabalho, finalmente conseguiram fazer algo viável. A história de amor e superação acabou inspirando o filme Dolphin Tale.

3 - Túneis ferroviários para tartarugas

Nas proximidades de Kobe, no Japão o caminho que as tartarugas percorriam atravessavam exatamente os trilhos de um trem. A partir daí, você já pode imaginar... Inúmeros acidentes. As vezes porque os animais caíam no espaço entre os trilhos e não conseguiam mais sair, outras vezes porque simplesmente eram atropelados porque estavam atravessando justamente no momento em que um trem iria passar.

Sabiam que teriam que fazer algo para impedir que a situação continuasse. Dessa forma, a West Japan Railway Co. em parceria com o Suma Aqualife Park, encontraram uma boa solução. Construíram "túneis de tartaruga": valas de concreto que passam por baixo dos trilhos do trem. Dessa forma, quando a equipe checa esses túneis e encontra alguma tartaruga por lá, eles a encaminham para um aquário. Segundo o porta-voz da empresa ferroviária: "O sistema impede que elas sofram acidentes e evita problemas para nossos passageiros. Esperamos continuar a usá-lo".

4 - PARO, o robô

PARO é o nome de um robô interativo, que se parece muito com uma foca bebê. Desenvolvido no Japão, leva aos pacientes os mesmos efeitos de uma terapia com animal, mas ao contrário dos animais de verdade, não precisa ser alimentado, nem precisa de limpeza, não desenvolve alergias e nem nada do tipo. É ideal para pacientes que sofrem com perda de memória, por exemplo, ou que são alérgicos aos pelos. O mais incrível é que o pequeno robô reage aos estímulos do paciente, tem movimentos e ainda emite sons.

Em teste feito em um asilo, os resultados mostraram que os idosos que tiveram contato com PARO pelo menos uma hora, durante duas vezes na semana, por 12 semanas, apresentaram redução significativa no sentimento de solidão. Embora seja um método bastante artificial, ainda pode representar esperança para pessoas que passam mais tempo sozinhas.

5 - Inovadora máquina de reciclagem

Disponibilizada em Istambul, na Turquia, foi desenvolvida por Engin Gargin, que tinha como propósito ajudar os moradores do local a reciclar, ao mesmo tempo em que pudessem ajudar cães e gatos de rua. Parecia algo maluco e completamente inviável unir coisas tão diferentes, mas ele conseguiu. Sua máquina funciona da  seguinte forma: sempre que alguém deposita uma garrafa plástica, a máquina libera ração em uma tigela, que pode ser acessada por qualquer cão ou gato.

Se a pessoa precisar esvaziar a garrafa de água antes de depositá-la ali, também pode despejar a água na máquina, pois ela passará a ser disponibilizada em outra tigela para os animais. Os lucros obtidos com a venda do material reciclável são utilizados para repor a ração dispensada pela unidade. Foi uma forma de simples de incentivar a população a ajudar os bichinhos abandonados sem gastar para isso, ao mesmo tempo em que cuidam de nosso planeta.

6 - Equipamento para ajudar crianças com paralisia cerebral

Debby Elnatan é uma mãe israelense que tem um filho que sofre de paralisia cerebral. Embora tivesse escutado dos médicos que o garotinho nunca iria conseguir andar, ela estava disposta a fazer isso acontecer. E de certa forma, acabou conseguindo. Ela desenvolveu a ideia de um acessório chamado Upsee, que prende a criança a um adulto, permitindo que ela caminhe, mesmo que seja apoiada nas pernas da pessoa.

Conta que a ideia surgiu a partir da dor e do desespero de ver que o filho estava preso em uma cama. O acessório foi testado por outras 20 famílias que possuem uma criança com paralisia cerebral e todos garantiram que a ideia os ajudou a ter mais tempo juntos, com a possibilidade de desenvolverem mais atividades. O Upsee foi muito bem aceito e se tornou uma nova esperança para essas famílias. Uma empresa comprou a ideia e hoje fabricam o produto em larga escala.

7 - Aplicativo "Be my Eyes"

O nome, que em português significa "Seja meus olhos", já diz muita coisa. Ele foi desenvolvido por Hans Wiberg, para ajudar deficientes visuais. Surgiu a partir de uma necessidade do próprio fundador, que convivia com amigos cegos. Ele conta que eles sempre utilizavam o Face Time, ou outros aplicativos de vídeo para se conectarem a parentes ou amigos, para pedirem ajuda com pequenas tarefas do cotidiano, como ler rótulos de embalagem ou coisas do tipo. No entanto, sempre se sentiam incomodados porque achavam que atrapalhavam as pessoas ao fazer isso.

Então surgiu a ideia de criar um aplicativo justamente para isso, mas com pessoas voluntárias, que estivessem ali prontamente para essa finalidade... Ajudar deficientes visuais a identificar coisas simples. A ideia saiu do papel e se tornou realidade, representando um sucesso tão grande que mais de 80 mil cegos já foram ajudados, e existem mais de 1,3 milhões de voluntários registrados. Estima-se que o tempo médio de resposta para uma solicitação seja de 20 segundos. É realmente incrível e devolve a esperança para muita gente.

E então pessoal, o que acharam? Genial, não é mesmo? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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