
Todo mundo se lembra do 11 de setembro de 2001, quando um grupo de extremistas executou o maior massacre em solo americano da história. Aquele foi um dia histórico, não apenas pelo ocorrido, mas por tudo o que esse evento significava, tanto para os Estados Unidos, quanto para o mundo. Ali, se dava início a chamada “guerra ao terror”, onde todo o mundo ocidental entrou em estado de choque e consequentemente de confinamento. Desde então, os países ocidentais aumentaram consideravelmente a segurança de suas nações, e com isso, iniciaram guerras internacionais, fazendo todo o possível para tentar conter a ameaça do terrorismo. No entanto, como temos visto desde então, parece que essas medidas não estão funcionando como deveriam.
Aliás, muito pelo contrário, a guerra ao terrorismo tem se tornando um problema, e um terror literalmente para todo mundo. Não apenas o terror está vivo e progredindo, como essa guerra fracassada está prejudicando a todos, de uma forma ou de outra. Confira a seguir, 7 maneiras indiretas que a guerra ao terrorismo está afetando você.
Imagine o governo ordenando a morte de um cidadão, no caso, um adolescente, sem nenhum mandado de prisão, motivo imediato ou julgamento. Não precisa imaginar, porque isso já aconteceu. Em setembro de 2011, o governo dos Estados Unidos assinou a execução do filho de 16 anos de Anwar al-Awlaki. Awlaki era de fato um agente da Al-Qaeda, mas quando o míssil foi lançado para matar o seu filho, o garoto já estava morto há duas semanas. De acordo com várias fontes, o garoto não era uma ameaça, muito menos estava ligado ao terrorismo. Mas mesmo assim, a Casa Branca ordenou a sua execução ilegal, e tentou silenciar o ocorrido. Tanto que, depois, mudou a lei para tornar esse tipo de procedimento legal. Ou seja, o governo autorizou a morte de um adolescente, apenas por uma suspeita, de que um dia ele pudesse se tornar uma ameaça.
A ideia do terrorismo é que ele pode atacar qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento. Então, como responder a uma ameaça sem limites? Pelo visto, a solução encontrada foi transformar o mundo inteiro, em um enorme campo de batalha. E que vença o melhor. Em fevereiro desse ano, o jornal The Guardian informou sobre a decisão de John Brennan, ex-diretor da CIA, de que a guerra ao terrorismo não tem limites geográficos. Ou seja, a guerra simplesmente está em toda a parte. E as regras de guerra são unânimes e dizem que pode se matar os próprios cidadãos, sem julgamento, desde que para proteger a nação.
Torturar suspeitos, em qualquer tipo de situação, é uma péssima ideia por inúmeros motivos, e definitivamente não funciona. Nas palavras de um ex-interrogador do FBI, a tortura é “basicamente inútil”. E para isso, temos os resultados de uma investigação, de três anos no Senado americano, que concluiu que havia “pouca evidência” de tortura eficaz. Mas, em meio a nossa “guerra ao terror”, chegamos a legalizar a tortura como uma medida de nos proteger, mas será mesmo? Ou é apenas uma forma sádica de tentar manter a segurança? O fato é que agora estamos cada vez mais longe de nos afastar dela.
Não precisa de muito para saber que os ataques de drones são uma péssima ideia. Para começar, é só lembrar quantas pessoas inocentes podem morrer nesses ataques. Isso é reflexo do chamado “toque duplo”, pois o drone pode retornar para matar civis e médicos que cuidam dos feridos. Sem contar na proporção de 50/1, que indica que, para cada 1 terrorista, cerca de 50 civis são mortos. Um enorme dano colateral, levando em consideração que estamos falando de pessoas inocentes, e muitas vezes, até de crianças. Mas isso nem é o pior, o aspecto mais prejudicial desses ataques, é que eles criam terroristas. Ou seja, ao invés de acabar com eles, você pode estar criando um verdadeiro exército de ameaça.
Você, quando escuta a palavra “terrorista”, qual a imagem vem a sua cabeça? Tendemos a criar um tipo muito específico de pessoa, que faz parte do terrorismo, certo? E não importa que os terroristas mais letais dos Estados Unidos ou da Noruega sejam supremacistas brancos. A maioria das pessoas tendem a associar o “terrorismo” apenas ao “Islã”. E pelo visto, nenhum governo está interessando em mudar essa percepção mais do que preconceituosa. Pelo contrário, eles parecem querer reforçar essa ideia na cabeça das pessoas.
Engana-se quem acredita que apenas os muçulmanos ou americanos sofrem com essa guerra internalizada. Todo mundo na América ou na Europa, está constantemente perdendo parte das liberdades conquistadas com tanto esforço. A Lei da Autorização de Defesa Nacional, por exemplo, é uma legislação sóbria, que significa que qualquer cidadão pode ser mantido indefinidamente sem acuação. Essa lei foi assinada em 2011, e desde então, qualquer um de nós pode saber como se sentem os presos de Guantánamo, que são mantidos em cárcere, por mais de uma década, sem nenhuma acusação real.
Recentemente, ficou mais do que claro que o exército da Síria estava lançado bombas de fragmentação, em áreas exclusivas de civis. Mas, como a lei internacional declara que ataques indiscriminados em povoadas são ilegais, a missão foi considerada crime de guerra. No entanto, não é bem uma surpresa que os Estados Unidos usem exatamente as mesmas táticas, há muito tempo e sem nenhuma punição.
Enfim, e você, o que acha disso? Qual a pior consequência da guerra ao terrorismo na sua opinião? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.






