
Claro que todo mundo tem os seus dias de “bad”, aqueles em que você está triste por algum motivo e decide recusar os convites para sair, para poder ficar em casa sozinho curtindo um momento de tristeza. Todos nós precisamos passar um tempo curtindo a nossa própria companhia, mas esse comportamento constante de isolamento social pode afetar a nossa saúde.
Estudos já comprovaram que a falta de comunicação pode ser tão prejudicial à saúde, quanto fumar 15 cigarros de uma vez. E a lista de efeitos negativos inclui desde a demência, depressão e até problemas cardíacos. Nesse caso, é bom saber os perigos e doenças que podemos evitar mantendo relacionamentos próximos e saudáveis. Ter boas amizades, além de nos fazer mais felizes, ainda nos ajudam a ter uma qualidade de vida melhor e maior.

Se você tem bons amigos, é bem provável que possa viver sem grandes problemas de saúde até os 90 ou 100 anos de idade. E a ausência de amizades diminui consideravelmente esse número para cerca de 70 anos, que é a expectativa de vida média da população. Esse fator fica ainda mais evidente na idade avançada, onde a quantidade e qualidade de amigos é ainda mais importante.
Para os indivíduos com comportamento misantrópico ou antissocial é uma boa alternativa procurar construir relações afetivas enquanto ainda possuem disposição e tempo. A não ser, é claro, que os seus planos não incluam ter uma vida longa.
Talvez essa seja uma das consequências mais assustadoras, mas que felizmente pode ser evitada facilmente. Segundo cientistas holandeses, estudos revelaram uma conexão entre o desenvolvimento de demência e o tamanho do círculo social e de interação. De acordo com a pesquisa, o risco de demência é 2 vezes menor em pessoas socialmente ativas. Pense nisso na próxima vez que estiver muito preguiçoso para sair e encontrar os seus amigos.
Ao evitar sair de casa, naturalmente se ganha peso. No entanto, isso acontece silenciosamente e com o tempo. Logo, acabamos muitas vezes nem percebendo isso. Mas estudos científicos já provaram a ligação direta entre a falta de ânimo para socializar com a obesidade, e que muitas vezes pode levar ainda ao desenvolvimento da diabetes.
E existe uma explicação muito simples para esse padrão. Muitas pessoas tendem a compensar a solidão com comidas, que muitas vezes não são nada saudáveis. E a comunicação intensa e interação social não só diminuem o ganho de peso, como também aceleram o metabolismo.
Quem diria que o isolamento social poderia afetar o nosso sistema cardiovascular? Mas cientistas de Chicago identificaram uma ligação entre o comportamento antissocial com problemas cardíacos. Resumindo, as conclusões dos cientistas afirmam que, quanto menos você se comunica e tem contato com a luz de ambientes externos, mais desvios cardiovasculares você pode ter. E essas mudanças estão relacionadas principalmente à frequência cardíaca. Estatísticas de pesquisadores da Suécia apontam que os solteiros têm duas vezes mais chances de morrer de um ataque cardíaco, geralmente na meia-idade.
Psicólogos afirmam incansavelmente que as amizades tornam as pessoas mais autoconfiantes. E isso fica evidente, quando observamos que os amigos servem como um apoio emocional.
Os verdadeiros amigos torcem por você e se orgulham do seu sucesso, seja por uma promoção no serviço ou até uma simples mudança no visual. Eles ajudam a lidar com o fracasso e enxergar as coisas boas mesmo em situações ruins. Além de expandirem os horizontes, te encorajando a fazer coisas novas. Por exemplo, é muito mais fácil ter ânimo para ir à academia acompanhado de um amigo do que ir sozinho.
A baixa autoestima é a principal causa de muitos distúrbios psicológicos, principalmente a depressão.
A falta de comunicação leva ao estresse interno, mesmo quando a solidão é uma escolha e você se sente confortável sozinho. Os psicólogos chamam isso de estresse social. E entre as consequências desse estresse para o corpo se incluem a baixa imunidade, que afeta o funcionamento de todo o organismo. Nessa condição, a pessoa fica doente com mais frequência e por mais tempo.
Diga com quem andas e direis quem tu és. Querendo ou não, a seleção de amigos ou a convivência com pessoas no nosso círculo social, acaba nos moldando. Por exemplo, se você fuma e a maioria das pessoas ao seu redor não, existe uma grande probabilidade de que você desista do vício, ou pelo menos reduza o número de cigarros.
E você, como anda o seu convívio social? Tem muitos amigos que fazem a sua vida mais feliz? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com eles.





