
A indústria do videogame é maior, em todos os aspectos, do que Hollywood. De início visto como algo ruim, os jogos conquistaram mais espaço e respeito na sociedade com o tempo. Independentemente do que a Organização Mundial da Saúde alegue. Até mesmo os pais passaram a aceitar melhor o novo cenário e entenderam que nenhum console estraga a televisão. O mercado está repleto de todos os tipos de jogos possíveis. Seja o gênero que desejar, tenha certeza que encontrará um jogo para satisfazer sua vontade.
São décadas de produção e lançamento das mais diversas histórias. Dos anos 1980 para cá houve revoluções incríveis. A jogabilidade mudou, os motores gráficos são de outro mundo e as tramas ganharam mais atenção e polimento. Vários jogos marcaram as gerações passadas e, para aproveitar o avanço tecnológico, alguns deles recebem novos tratamentos com reboots. Embora nem todos sejam bem aproveitados, certas franquias conseguiram impulsionar títulos consagrados. Separamos alguns exemplos.
Dante fez muito sucesso no começo dos anos 2000. Devil May Cry era um dos games hack/slash mais divertidos de se jogar e de quebra ainda tinha uma história bem interessante. Ao menos o primeiro jogo. O terceiro foi lançado em 2005 e, embora tenha sido um prelúdio de seus antecessores, foi bacana revisitar Dante. Depois disso, a franquia passou um tempo adormecida e foi revivida em 2014, com Devil May Cry 4. No entanto, dessa vez Dante não era mais o personagem principal, e sim Nero, um jovem meio humano e meio demônio. O game agradou os antigos fãs da série e atraiu novos. Manteve a jogabilidade clássica ao mesmo tempo em que conseguiu aprimorar as habilidades do novo personagem. Uma mudança bem-vinda, responsável por dar combustível à franquia. Tanto que Devil May Cry 5 chega para as plataformas em março de 2019.
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Quando a Bethesda anunciou o desenvolvimento de um novo Fallout, despertou simultaneamente curiosidade e raiva do público. Os novos jogadores estavam ansiosos para ver se o game seria uma espécie de Elder Scrolls com armas. Enquanto isso, os fãs da franquia estavam preocupados com o que a empresa poderia fazer com o título. Contudo, a Bethesda fez bonito e lançou um game para revolucionar o título e conquistar tanto o antigo quanto também um novo público.
Depois de pular toda uma geração, a Nintendo despertou a curiosidade do público quando anunciou a volta de Metroid na forma de primeira pessoa. Os fãs ficaram na dúvida se Samus ficaria adequado ao padrão first person shooter. A reposta chegou em novembro de 2002. O game manteve a essência do original e a troca de perspectiva fez toda a diferença para a renovação do título. Além de agradar boa parte dos antigos fãs, Metroid Prime ainda deu oportunidade para a nova geração conhecer a franquia.
Dentro do gênero de luta, Mortal Kombat é um dos mais famosos que existe. Seus personagens são conhecidos até fora dos games. Mesmo assim, passou um bom tempo sem lançar nada. Isso mudou em 2011, quando a franquia retornou com seus lendários guerreiros. O modo história não teve nada demais, porém, teve o cuidado de seguir os eventos de Mortal Kombat: Armageddon. O novo jogo empolgou tanto que não demorou até a NetherRealm Sudios lançar outro jogo, em 2015.
As aventuras do fuzileiro espacial desconhecido foi um sucesso imediato. O primeiro jogo foi lançado em 1993 e conquistou uma sólida base de fãs. Desde então, teve outras publicações, todas elas mantendo o padrão do original. A franquia foi inicia pela GT Interactive e permaneceu com ela até 1996. Depois foi a vez da Activision assumir o título e tentar mais alguns jogos. Em 2012, contudo, a Bethesda adquiriu os direitos do título e reinicializou a série em 2016 com o game intitulado apenas Doom. A renovação veio para ficar e a desenvolvedora já trabalha no próximo projeto do título, Doom Eternal.
Nos anos de transição da década de 1980 para a 1990, Ninja Gaiden era um dos jogos queridinhos da época. Porém, quando os jogos 3D começaram a tomar conta do mercado, Ryu Hayabusa foi esquecido no tempo. O reboot veio apenas em 2004, com uma versão para Xbox. Não foi tão difícil o jogo recuperar o fôlego e mesmo os nostálgicos do original conseguiram se divertir com a nova aventura.
Nenhuma lista com o tema reboot de revitalização poderia ser completa sem mencionarmos o retorno divino de Lara Croft. A heroína dos games ganhou tudo novo em 2013. Gameplay, cenários, história, personalidade, design. Tudo estava diferente, mas para melhor. Lara foi apresentada de forma mais humana e o primeiro jogo da nova série fez questão de colocá-la assim. Na história, ela ainda não é a exploradora de tumbas que todos conhecem. A primeira aventura de Lara foi só o começo e sua evolução tem sido gradual. Primeiro ela precisa sobreviver, depois, lutar e, por fim, explorar! Sem dúvidas, o remake de Tomb Raider era tudo que Lara Croft precisava.






