
A ciência é movida por questionamentos do porquê de as coisas serem como são e da busca por respostas que nos ajudem a compreender os fenômenos que acontecem ao nosso redor. Cientista por todo o mundo dedicam suas vidas a ajudar a humanidade a desvendar os enigmas da vida. Estudos são feitos sobre diversas áreas do conhecimento, e isso é ótimo.
Mesmo que existam inúmeras coisas que ainda não entendemos, algumas outras podemos acertar num palpite óbvio, pois são coisas que não necessariamente precisariam de um estudo aprofundando para compreender, basta a nossa experiência para descobrir. Aqui mesmo já listamos 7 pesquisas científicas extremamente complexas que ninguém pediu. E hoje vamos trazer algumas coisas tão óbvias, mas que ainda assim precisaram de estudos para serem oficialmente comprovadas. Confira.
Gatos são conhecidos por serem animais com poses superior, e que normalmente ignoram os seus donos. Até aí nenhuma novidade, mas um estudo recente da Universidade de Tóquio, comprovou-se que mesmo que um gato possa identificar a voz de seu dono, ele não faz questão de ouvir. Diferentemente dos cães que foram criados e domesticados por humanos, os gatos são tão independentes que se domesticaram sozinhos. Eles simplesmente não são “programados” para ouvir comandos.
Nick Rupp é um economista que resolveu fazer um experimento com sua classe. Para isso, ele dividiu a turma em dois grupos, um que teria que fazer atividades em casa, e o outro que não faria. E para a surpresa de ninguém, os alunos que levaram tarefas para casa obtiveram melhores resultados nas provas e maior taxa de aprendizado. Os professores de plantão ficaram animados com o resultado, que comprova que o dever de casa desempenha um papel importante na aprendizagem.
O uso de sapatos com saltos altos aumenta a sua altura e muda a sua postura, mas também inclina seus quadris e encurta o seu passo – sem contar que aperta os seus dedos – será que isso causa alguma dor? Alguns psicólogos evolucionistas associam o uso de salto alto com o desejo primordial das mulheres de competirem com seus parceiros. Independentemente do motivo, a ciência confirmou que os saltos altos são terríveis para a saúde. Um estudo do Institute for Aging Research surpreendentemente (ou não) descobriu que 64% das mulheres mais velhas que usavam regularmente sapatos que não davam apoio total ao pé, em algum momento da vida, se queixaram de dores no pé.
Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Chile surpreenderam com um estudo sobre cereais. Eles acrescentaram água aos flocos de milho, e descobriram que as interações intermoleculares na matriz do floco poderiam ser enfraquecidas pelo plastificante, levando à solubilização de alguns componentes e assim, a uma diminuição na integridade mecânica. Ok, mas o que isso significa? Simples, que a água torna o cereal encharcado, e que é o leite é a melhor opção. O teor de gordura do leite protege o cereal de sugar muito líquido, e o mantém crocante.
Em um artigo intitulado de “Meus olhos estão aqui em cima”, Sarah Gervais, juntamente com sua equipe, usou tecnologia de rastreamento ocular para confirmar o que já suspeitamos há muito tempo: os homens gostam de olhar para os seios das mulheres. Durante o estudo, os homens participantes passaram mais tempo olhando o corpo de uma mulher do que necessariamente o seu rosto. E os seus olhos vagavam mais ainda se a mulher tivesse quadris largos, cintura fina e seis grandes.
Entre a década de 1970 até os dias de hoje, o adulto médio nos Estados Unidos ganhou cerca de 19 quilos. Em uma pesquisa apresentada ao Congresso Europeu de Obesidade, em 2009, descobriu-se que o “ganho de peso da população americana tende a ser praticamente todo explicado pela ingestão de mais calorias”, disse Boyd Swinburn, responsável pelo estudo. Não é à toa que quando se deseja perder peso, o primeiro passo seja aderir a uma dieta que diminua consideravelmente a quantidade de comida.
Pesquisadores da Itália e da Dinamarca publicaram, em 2007, um artigo onde analisaram as escolhas de roupas das pessoas conforme o clima e o ambiente interno. Não que pareça óbvio ou algo assim, mas os pesquisadores ficaram curiosos porque muitos funcionários vão trabalhar dentro de um veículo aquecido/resfriado e depois passam o dia em um ambiente com aquecimento ou resfriamento. Com o estudo, eles concluíram que “a temperatura ao ar livre às 6 da manhã parece afetar mais a escolha de roupas das pessoas”, surpreendente, não é mesmo? Até porque em um dia em que a previsão do tempo mostra -1°C, não me parece lúcido escolher ir para o trabalho de chinelo, short e regata.
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