Ciência e Tecnologia

A chuva de diamantes em Urano e Netuno

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Mesmo que os planetas mais distantes do nosso sistema solar, Urano e Netuno, não tenham muitos destaques no meio científico, o fato de terem chuvas de diamantes pode chamar a atenção. Isso é uma consequência de vários fatores que têm influência sobre eles, mas principalmente por dois pilares, sendo eles a  “pressão” e a “temperatura”. Essas duas condições agem sobre o gelo que está presente nos dois planetas mais frios da região.

Vale lembrar que o gelo citado não é a água sólida que estamos acostumados, e sim as moléculas de água, metano e amônia, as substâncias que formam a maior parte do planeta. 

Também é importante ressaltar que não se sabe muito sobre o comportamento desses locais, visto que a última missão de exploração espacial que passou por Urano ou Netuno foi a sonda Voyager 2, lançada em agosto de 1977, e que ainda está ativa, assim como a sua predecessora, a Voyager 1. Após ela, tudo que se sabe sobre o Urano e Netuno foi obtido por meio de observações telescópicas.

Por causa disso, os cientistas especializados coletaram os dados que temos e relacionaram com experimentos em laboratório, com o objetivo de recriar as condições observadas nos dois planetas. Com isso, é possível afirmar que está chovendo diamantes nos dois planetas.

Urano, Netuno, e a chuva de diamantes

Urano (Pixabay/ParallelVision)

A primeira vez que foi citada a “chuva de diamantes” em Urano e Netuno foi devido à Voyager 2. É preciso considerar do que os dois planetas são feitos e que quanto mais perto do núcleo, mais quente a temperatura ambiente ficará. Além disso, os núcleos rochosos de Urano e Netuno são rodeados de moléculas de água, metano e amônia, que formam o manto dos dois planetas da mesma se forma que o ferro, alumínio e os minerais que formam o manto da Terra.

Nas camadas mais internas dos dois planetas as temperaturas podem chegar a quase 6,8 mil graus Celsius (6.800 ºC) e uma pressão seis milhões de vezes maior que a da Terra. Enquanto isso, nos lados externos a temperatura diminui e fica em torno de 1.800 ºC e a pressão abaixa cerca de 200 mil vezes a pressão da Terra. Resumidamente, essas mudanças conseguem quebrar as moléculas de metano, com isso, elas liberam carbono. Esse material solto se junta e se acumula, o que forma cadeias que se cristalizam, resultando nos “diamantes”.

Esses diamantes caem pelas camadas do manto de Urano e Netuno. Quando se tornam quentes demais, derretem, evaporam e sobem, depois resfriam, cristalizam e cai pela “chuva” de novo. Esse é um ciclo interminável.

Experimentos laboratoriais

Netuno (Foto: Reprodução)

A melhor forma de validar a teoria apresentada foi por meio de experimentos laboratoriais que reproduzissem esses efeitos utilizando os mesmos elementos ou seus equivalentes mais próximos. Já que os elementos são instáveis para serem manipulados, os cientistas optaram pelo poliestireno, o isopor. Isso porque ele se comporta de forma parecida com o metano e é mais fácil de se manipular.

Utilizando raios lasers contra o isopor foi possível criar os nano diamantes, porém, visto que não possui a pressão e a temperatura dos dois planetas, os experimentos reproduziram os fatores em um curtíssimo tempo. Ademais, a chuva de diamante dos planetas deve contar com pedras maiores.

Apesar dessas informações, na última década tiveram apenas 12 missões sugeridas e que estão em fase de avaliação. Se os lançamentos forem confirmados, estes devem ocorrer ser entre 2030 e 2040.

Fonte: Olhar Digital

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