Curiosidades

A curiosa equipe de criaturas que esteve a bordo do Sputnik 9

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Inúmeras missões espaciais já foram realizadas ao longo da história – todos nós sabemos disso. No entanto, a presença do homem na Lua – em 20 de julho de 1969 – continua sendo um dos eventos mais marcantes de todos os tempos. Astronautas corajosos, guiados por mentes brilhantes – e muitas vezes desconhecidas -, como a da incrível Margaret Hamilton, foram essenciais para que os pesquisadores e cientistas alavancassem os atuais feitos.

De todas as façanhas atingidas em relação a essas missões espaciais, comumente prestigiamos aqueles que mais se destacaram. Mas, na maioria das vezes, como acabamos de dizer logo acima, esquecemos de trazer à tona – e até mesmo agradecer – aqueles que foram vistos como meros coadjuvantes, como, por exemplo, os animais que acompanharam a equipe do Sputnik 9.

Sputnik 9 e a tripulação peluda

Para entender melhor o contexto que introduzimos no início da matéria, precisamos lembrar que os Estados Unidos não foi a única nação a investir em missões espaciais. Muitos acham que sim, mas não. A União Soviética também alcançou seus próprios feitos, principalmente durante a corrida espacial, com o Luna 2, o primeiro objeto artificial a atingir a superfície da Lua uma década antes do Apollo II. Não obstante, há ainda a essencial história do Sputnik 9, que orbitou a Terra com uma das tripulações mais incríveis que já existiu: ratos, répteis, um cachorro e um manequim.

O Sputnik 9, alternativamente conhecido como Korabl-Sputnik 4 ou Vostok-3KA No. 1, foi lançado em março de 1961. Antes disso, toda essa linda trajetória começou com um voo teste, que decolou do Centro Espacial e Mísseis Tyuratam, no Cazaquistão. A rotineira operação deu continuidade à linha de espaçonaves Sputnik – o primeiro deles fez história em 4 de outubro de 1957, e basicamente por ter sido o primeiro satélite construído por mãos humanas.

Durante este período, o conceito de viagem espacial se fundia a passos lentos, principalmente porque rigorosas precauções de segurança e testes estavam sendo executados paulatinamente. Antes de lançar os cosmonautas da União Soviética ao espaço, cães espaciais, como a icônica Laika, foram primeiros. O lançamento do Sputnik 9, o verdadeiro protagonista aqui, foi quatro anos depois.

Essa missão, em específico, foi glorificada pela presença de Chernushka, uma dócil cadelinha, e Ivan Ivanovic, um manequim, bem como alguns répteis e ratos.

Laika

Os cães espaciais da União Soviética foram aclimatados e treinados para todos os tipos de condições que poderiam enfrentar no espaço. A lendária Laika, por exemplo, uma Husky parcialmente Siberiana que foi encontrada perdida em Moscou, ilustra fielmente essa parte da história. A cadela foi utilizada na missão do Sputnik 9 pelos soviéticos por ter experimentado a triste realidade das baixas temperaturas e da fome.

Mesmo tendo sido treinada, Laika, infelizmente, não sobreviveu à extraordinária viagem. A boa notícia é que a incrível mistura de criaturas que estavam a bordo do Sputnik 9 voltou para casa em segurança.

A viagem durou pouco menos de uma hora e 45 minutos. Por mais notável que seja a história do Sputnik 9, foram esses bravos animais que abriram caminho para os pesquisadores, cientistas e astronautas. Antigamente, acreditava-se que seres humanos morreriam em um ambiente tão hostil – com ou sem equipamentos de segurança sofisticados. E foram esses seres que mostraram que a premissa estava errada.

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