A idade em que atingimos o auge da tristeza, segundo a ciência

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesnovembro 4, 2024

Todo mundo já passou por fases em que alguma emoção está mais aflorada do que outra. Dependendo da emoção, isso pode ser algo bom. Mas quando o momento parece tão difícil que nada parece que nunca mais irá ser tão ruim quanto aquilo o que todos querem é que isso passe logo. Esse também foi o pensamento de David G. Blanchflower, pesquisador da Universidade de Dartmouth, nos EUA, que descobriu em seu estudo que existe a idade para atingir o auge da tristeza.

Em seu estudo, Blanchflower viu que existe um ponto mais baixo de felicidade, ou seja, a idade em que as pessoas atingem o auge da tristeza. Para saber isso, ele fez a avaliação da vida de adultos de mais de cem países, como Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, México, Espanha e Uruguai.

O objetivo do pesquisador era medir a relação entre a faixa etária e bem-estar das pessoas. Seu estudo mostrou que nos países em desenvolvimento e nos desenvolvidos, o auge da tristeza acontece praticamente no mesmo tempo.

Idade auge da tristeza

Catraca livre

Em seu estudo, Blanchflower mostra que a felicidade é vista como um “U”, tendo na infância um pico de satisfação que vai caindo até chegar no seu ponto mais baixo, na casa dos 40 anos. Então, o visto foi que o auge da tristeza entre as pessoas dos países desenvolvidos é de 47,2 anos, já nos países em desenvolvimento é de 48,2 anos.

Por mais que pensar que haja um auge da tristeza na vida, o pesquisador ressalta que existe um lado positivo disso, já que depois dele existe uma subida grande. Ou seja, a satisfação, ou insatisfação da pessoa não fica estagnada.

Outro ponto é que a famosa “crise da meia-idade” que acontece no mesmo período que o pico da infelicidade pode ter outros motivos. Mas é acreditado que é nesse momento que elas sentem saudade da juventude e se dão conta que a velhice está chegando.

O estudo também analisou a relação entre dinheiro e felicidade. Nesse ponto, ele concluiu que a renda é um dos fatores que mais deixa as pessoas na faixa dos 40 tristes, especialmente se elas estiverem sem emprego ou sem nenhuma perspectiva.

“Estar no meio da vida é estar em um momento de vulnerabilidade, o que torna mais difícil lidar com os desafios em geral”, explicou Blanchflower.
Ao final, Blanchflower pontua que o estudo está sujeito a diferentes estilos de vida. Por conta disso ele não garante que a tendência continue a mesma nas próximas análises que forem feitas sobre o tema.
Imagens: Catraca livre
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