
O QI, ou quociente de inteligência, é um fator que serve para medir o “nível” de inteligência das pessoas. E a ideia de medir algo tão subjetivo quanto a inteligência não é algo muito novo. Testes e exames para definir o QI de uma pessoa começaram a surgir no século XX. Contudo, recentemente um estudo mostrou a relação entre os adolescentes com QI mais altos e o consumo de álcool na meia-idade.
O estudo feito pelos pesquisadores da Universidade do Texas Southwestern, nos EUA, mostrou essa relação não tão conhecida. De acordo com ele, a cada aumento de um ponto no resultado do QI, isso gera um aumento de 1,6% na probabilidade de a pessoa que está fazendo o teste ter um consumo moderado ou pesado de álcool.
Para descobrir essa relação entre os adolescentes com QI mais altos e o consumo de álcool na meia-idade o estudo teve como base 6,3 mil homens e mulheres que participaram do Estudo Longitudinal de Winsconsin, formado por estudantes do ensino médio que se formaram em 1957. A pontuação do QI dos jovens foi coletada quando eles estavam no primeiro ano do ensino médio.
Depois de quase meio século, em 2004, os participantes disseram qual era o número de bebidas alcoólicas que eles tinham consumido nos últimos 30 anos, e quantas vezes tinham consumido cinco ou mais doses de bebidas alcoólicas em uma única vez. Essa quantidade foi considerada um consumo de álcool excessivo.

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Com isso feito, os pesquisadores usaram uma técnica chamada regressão logística multinomial para compreender como o QI dos adolescentes influencia no consumo de álcool na meia-idade. Além disso, eles também usaram a regressão de Poisson para analisar o número de vezes de bebedeira. Os pesquisadores também levaram em consideração a educação e renda dos participantes, porque eles podem interferir nos resultados.
“Não estamos dizendo que seu QI no ensino médio controla seu destino”, disse Sherwood Brown, psiquiatra, professor da UT Southwestern e autor sênior do estudo.
Na visão dele, o QI pode levar a alguns fatores sociais, e são esses fatores que podem influenciar em um consumo de bebida maior. Ou seja, o nível de educação não afeta a relação entre o QI e o consumo de álcool, mas sim fatores socioeconômicos, como a renda familiar, como pontuou Jayme Palka, neurocientista da UT e coautora do estudo.
Fonte: Mega curioso
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