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Arqueólogos encontram 141 relíquias no Iraque

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Especialmente nessa semana, alguns arqueólogo estão muito felizes no Iraque. Isso porque, basicamente, o Departamento de Arqueologia de Diala desenterrou 141 relíquias, segundo o Shafaq News. Nesse sentido, as descobertas se dividiram entre as cidades de Baquba e Muqdadiyah.

Dessa forma, os pesquisadores puderam ter acesso a variados itens utilizados por populações muito antigas. Entre os bens, eles encontraram vasos, lamparinas e ferramentas de diversos tipos. Além disso, há também objetos de ostentação da época, como joias e moedas de prata.

De acordo com Ahmed Khammas, líder do estudo, os pertences são das populações do Império Selêucida e do Império Parta. Sendo assim, neste post você vai ter acesso a um pouquinho do que se conhece sobre esses dois povos.

O que se sabe sobre o Império Selêucida?

Primeiramente, vale lembrar que a morte de Alexandre, O Grande provocou uma disputa enorme pelo seu vasto Império. Em síntese, os competidores foram os generais do Imperador, que passaram a ser rivais entre si.

Nesse sentido, um dos militares que queria poder era Seleucus I. Logo, ele fundou o Império Selêucida na região da Babilônia em 321 a.c. Suas fronteiras tomavam toda a oriental de Alexandre, no entanto, o líder queria mais.

Fonte: Knoownet

Por isso, ao lado de Lysimachus, outro general alexandrino, Seleucus expandiu seu domínio até o norte da Síria e a zona leste de Anatólia (na Turquia). Portanto, esperava-se que uma forte parceria militar estaria se formando, mas não foi isso que se observou nos episódios seguintes.

Em 281 a.C, Seleucus entrou em uma briga corporal com seu “aliado”. Consequentemente, ele venceu Lysimachus e tomou todas as terras dele. Agora, o Império Selêucida tinha em mãos a região leste da Turquia, a Síria, o Iran, o Iraque, o Líbano e Israel.

Posteriormente, o imperador vitorioso cobiçou a Macedônia e a Trácia. Porém, sua ambição dessa vez não produziu bons frutos. Ele foi derrotado por Ptolomeu Ceraunus, rei macedônico.

Em seguida, o filho de Seleucus, Antíochus I, até tentou dar prosseguimento ao objetivo do pai, mas também não obteve êxito. Dessa forma, o Império Selêucida entrou em decadência, algo que só mudou com Antíochus III. Por sua vez, ele reconquistou terras macedônicas no sul da Síria, o que lhe fez subir ideias ousadas à cabeça.

Em suma, o imperador queria invadir a Grécia. Todavia, os romanos interromperam esse sonho de forma humilhante. Daí em diante, iniciou-se o fim do Império Selêucida, o qual se limitava a pagar dívidas por meio da concessão de territórios. Como resultado, o domínio se enfraqueceu e foi subjugado por Tigranes, rei da Armênia.

O que se sabe sobre o Império Parta?

A princípio, a tribo de Parnos vivia no centro do Irã. No entanto, por volta de 247 a.C, este povo decidiu se estabelecer no nordeste iraniano. Lá, tomaram as terras dos Selêucidas e se firmaram como o Império Parta.

Posteriormente, os partas começaram seu processo de expansão. Assim, assumiram o controle de regiões como: Arménia, Afeganistão, Paquistão e norte da Índia. Desse modo, a posição em que esta população estava era cobiçada por grandes potências, entre elas o Império Romano.

Por isso, constantes conflitos se deram entre partas e romanos, o que ajudou a desgastar o Império situado no nordeste do Irã. Dessa forma, os Sassânidas se aproveitaram da fragilidade dos partas e passaram a controlar todas as terras deles. Em 224 a.C, Artaxes I derrotou o último governante parta: Artabano IV.

Fonte: Coletivo fp

A importância das relíquias

Apesar dos grandes feitos, tanto o Império Selêucida quanto o Império Parta não costumam ser lembrados. Com as relíquias, isso tende a mudar, uma vez que há um vasto acervo material para se captar suas histórias.

Além disso, vale lembrar que a província de Diala tende a ter ainda mais relíquias, visto que existem cerca 800 sítios arqueológicos na região. Destes, apenas 5% foi satisfatoriamente explorado.

Fonte: Aventuras na História, Know.net, Infoescola

 

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