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Você sabe a diferença entre antígenos e anticorpos?

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Nos últimos tempos, tornou-se comum alguém perguntar: “você fez o teste de antígenos ou anticorpos?”. Afinal, até mesmo pessoas que não estudam medicina começaram a entender um pouco sobre como funciona o nosso sistema imunológico.

No entanto, ainda restam muitas dúvidas sobre as diferenças entre antígenos e anticorpos. Afinal, há quem acredite que os termos signifiquem uma mesma coisa. Da mesma forma, também há sujeitos que entendam o anticorpo como algo ruim para o corpo humano. Por isso, traçaremos a fronteira entre as duas coisas aqui neste post.

Os anticorpos

Primeiramente, só para deixar explícito, os anticorpos não são contra os corpos humanos. Pelo contrário, eles nos ajudam a nos defendermos de agentes externos que podem definhar a nossa saúde.

Em suma, os “soldadinhos” minúsculos são proteínas que os leucócitos produzem. Estes, por sua vez, são glóbulos brancos totalmente dedicados ao sistema de defesa do organismo. Nesse sentido, a fabricação de anticorpos é sua principal ferramenta no cumprimento dessa missão.

Essas pecinhas que saem dos leucócitos possuem uma estrutura bastante inteligente. Afinal, nas pontas dos anticorpos, há uma zona que pode ser modelada para se encaixar perfeitamente em inquilinos non gratos. Sendo assim, eles correm na corrente sanguínea de modo a neutralizar agentes externos perigosos à nossa vida.

Fonte: Kateryna Kon / Science Photo Library


Os antígenos

Por outro lado, os antígenos sim são prejudiciais para nós. Vale lembrar que eles consistem em bactérias, vírus ou qualquer coisa estranha que esteja dentro de nós.

A propósito, há situações em que o nosso corpo pode se tornar um agente indesejado. Neste caso, temos um problema, pois o organismo do indivíduo passa a atacar ele mesmo. Isso dá início a doenças autoimunes, como Lúpus e Esclerose Múltipla.

Sendo assim, os anticorpos ficam à disposição para serem modelados pelo leucócito. Consequentemente, eles viajam pela corrente sanguínea à procura dos inconvenientes hóspedes. Uma vez que encontra, eles podem realizar três tipos diferentes de interação com o antígeno. Spoiler: em nenhuma delas o invasor sai ganhando.

De início, a primeira conexão a se apresentar é a opsonização. Neste processo, a nossa proteína de defesa se liga ao agente externo e cria um sistema antígeno-anticorpo. Feito isso, o invasor fica vulnerável a sofrer uma fagocitose. Ou seja, a tendência é que os antígenos sejam removidos pelas células do hospedeiro.

Além disso, também pode ocorrer uma neutralização. Agora, o foco é transformar os antígenos em seres inofensivos a nós. E por fim, pode acontecer a ativação do complemento. Sendo assim, os anticorpos ativam proteínas que causam a ruptura das membranas dos organismos invasores.

Desenvolvimento de vacinas

Basicamente, essas relações entre anticorpos e antígenos são fundamentais  na produção de imunizantes. Em síntese, as vacinas “enganam” nossos corpos ao se passarem por agentes estranhos comprometedores. Uma vez “ludibriado”, o sistema imunológico já terá como responder quando a situação acontecer de verdade.

Fonte: Governo do Brasil

De certa forma, as vacinas realmente são feitas de agentes patológicos. No entanto, os cientistas desativam os invasores para que eles não gerem perigos a nós. Nesse sentido, estratégias como essas marcam presença na produção da CoronaVac, que usa o vírus da Covid-19 inteiro, porém inativo.

Por outro lado, outra técnica é enviar apenas um RNA mensageiro através da seringa da vacina. Este ensina nossas células a produzirem proteínas do agente infeccioso. Logo, com essas macromoléculas estranhas circulando no corpo humano, criamos uma resposta imune. No caso da vacina da Pfizer, esta técnica é adotada, apresentando uma alta eficácia.

Detecção de doenças

Além de ditar a produção de vacinas, a relação antígeno-anticorpos também influencia na detecção de doenças. Nas amostras de sangue, os cientistas averiguam se há uma determinada proteína de defesa transitando no organismo do paciente. Se encontrar, pode ser que ele esteja com alguma infecção.

Contudo, os anticorpos que lutaram contra este antígeno continuam vagando pela corrente sanguínea humana, o que gera uma detecção enganosa.

De modo semelhante, também é possível que o indivíduo esteja infectado, e mesmo assim, o teste não encontre os tais anticorpos. Doenças como a Covid-19 não geram respostas imunes no dia da contaminação. Afinal, existe uma janela de resposta que é necessário esperar. Caso não aguarde, a chance é que seu teste dê negativo mesmo você estando infectado.

Fonte: Canal Tech

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