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Inteligência Artificial digitaliza arquivos da nossa História Natural

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Há uma linha de acontecimentos que pouco depende da humanidade para se suceder: a História Natural. Sendo assim, este campo pode trazer respostas a diversas ameaças biológicas que enfrentamos em nossa jornada. Essa área do saber conta com uma forte aliada em suas pesquisas: a Inteligência Artificial.

Basicamente, pesquisadores da Universidade de Cardiff desenvolveram uma ferramenta automática de catalogação digital de espécimes. Ou seja, dados sobre faunas e floras antigas irão se transportar para o computador sem precisar de um ser humano no processo.

Fonte: Visit Recife

O desafio da digitalização

A princípio, digitalizar os dados sobre espécimes é fundamental para a História Natural. Nesse sentido, deixar apenas a amostra material é um risco que não vale a pena correr. Isso porque o manuseio humano pode degradar as peças e comprometer a compreensão da realidade.

Por isso, os cientistas da área precisam se desgastar em extensos trabalhos de digitalização manual. Neste processo, há um segundo risco: o de danificar os materiais de estudo. Tendo isso em vista, é muito bem-vinda uma Inteligência Artificial que realize esse processo sem a necessidade do toque.

Então, foi justamente essa a demanda atendida por pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales. Para testar a eficiência da tecnologia, os estudiosos estão testando-a em museus de História Natural da Europa toda. Como resultado disso, as instituições estão percebendo maior agilidade em seus processos internos de arquivamento.


Funcionamento da Inteligência Artificial

Em síntese, o modus operandi da tecnologia é através da segmentação de imagens. Portanto, cabe ao historiador apenas tirar uma foto contendo o material juntamente com as informações impressas sobre ele.

Com essa imagem, a Inteligência Artificial consegue diferenciar o que é amostra do que é a etiqueta de informações sobre ela. Assim, tanto a amostra quanto os dados podem se alojar em uma planilha ou slide digital.

Fonte: Cardiff University

A propósito, o treinamento da ferramenta envolveu milhares de fotos de lâminas de microscópio. Além disso, também se utilizou inúmeras páginas de herbários que continham espécimes vegetais já existentes em nosso planeta. Como resultado disso, os pesquisadores registraram catálogos prontos para o uso em estudos diversos.

A expectativa é que a tecnologia tome conta de museus do mundo todo. Segundo os cientistas, nestes locais, encontramos mais de 3 bilhões de espécimes em estado de conservação. Por isso, a Inteligência Artificial se faz muito válida nos aprofundamentos dos estudos da nossa história biológica.

A importância dos Museus de História Natural

Em 2018, o Brasil assistiu ao incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Nesse ínterim, cerca de milhões de itens tiveram um fim drástico. Entre as perdas, podemos apontar elementos importantes da História Natural do país.

Constantemente, os museus ganham um rótulo de opções de lazer para o fim de semana. Porém, essas instituições possuem uma função ímpar dentro da ciência. Afinal, são os museus que resguardam amostras biológicas utilizadas em estudos.

Sendo assim, nesses espaços é possível sofisticar a identificação de espécies ainda desconhecidas por nós. Além disso, os museus de História Natural fornecem as bases para se criar programas computacionais que preveem as respostas dos organismos a mudanças climáticas.

Portanto, quando tragédias ocorrem nessas instituições, estudos de décadas se reiniciam do zero. Logo, a digitalização se faz fundamental na manutenção da vida destes materiais, e consequentemente, da vida humana.

Por isso, a Inteligência Artificial de Cardiff pode permitir que os materiais extrapolem as quatro paredes dos museus. Assim, os materiais se resguardam em várias partes do mundo, tornando-se blindados às ações do tempo. Com isso, os cientistas conseguem empreender seus estudos sem imprevistos. Assim, a ciência segue seu fluxo natural de aquisição de soluções aos mais profundos desafios da existência humana.

Fonte: Canal Tech

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