
O século XX foi, provavelmente, um dos mais sangrentos de toda a História. Os acontecimentos desse século marcaram o mundo e as atrocidades cometidas entraram para os livros de História do mundo inteiro. Foi nele, que o mundo vivenciou duas Grandes Guerras Mundiais. Outro acontecimento, que marcou toda a História nesse mesmo século, principalmente alemã, foi o Holocausto.
O Holocausto é o nome de uma perseguição política, étnica, religiosa e sexual, que aconteceu durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Hitler pregava que a Alemanha deveria se livrar de todos os obstáculos que impediam a formação de uma nação superior.
A origem da palavra holocausto é sombria e triste. Ela remete ao sacrifício feito pelos antigos hebreus, que queimavam uma pessoa completamente. Mas atualmente ela é associada a genocídio. A palavra remete, e representa, o Shoá: assassinato, em massa, de mais de seis milhões de judeus, pela Alemanha Nazista, durante o período violento do Holocausto.
Entre 1941 e 1945, Hitler colocou em prática ,aquilo que ele chamou de limpeza étnica. Isso nada mais era do que o extermínio de um certo grupo étnico em um meio social. Em suma, a intenção era tornar aquela comunidade homogênea e “limpa”.
Esse período da Alemanha foi bastante obscuro, mas o país não faz questão de escondê-lo. Ao contrário disso. Eles têm monumentos em tributo e memória a esses grandes acontecimentos trágicos da história do país.
Eles são lugares para as pessoas se emocionarem, refletirem, fazerem homenagens e, acima de tudo, respeitar tudo aquilo que foi vivido ali. E os monumentos para o holocausto são um grande marco no país.
Eles foram feitos para lembrar a morte de seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Por isso, a Alemanha construiu um belo e denso memorial do holocausto.
No memorial, não tem um manual de conduta de como as pessoas têm que se comportar ali. Geralmente, as pessoas têm que usar o bom senso, para respeitar a gravidade e a cerimônia em torno do lugar.
E exatamente para expor a incapacidade de se adequar às óbvias diferenças de contexto, ou então, para expor a falta de respeito ou conhecimento sobre o que realmente foi o holocausto, é que o escritor, Shahak Shapira, criou o site Yolocaust.
Em seu site, o artista tem o objetivo de expor o absurdo que alguns turistas fazem, no memorial do holocausto, em Berlim. Alguns desses desrespeitos estão selfies sorridentes, paus de selfie para uma foto em grupo, posições de yoga, poses cômicas e malabarismos.
Essas fotos foram alteradas por Shapira. O escritor colocou nelas, imagens do holocausto real. Então, as fotos ficam com o contraste das poses e sorrisos, com as terríveis imagens da guerra.
Logo nas primeiras horas, o site de Shapira teve um milhão de visitas. O nome do site é a mistura do popular termo da internet “yolo”, que quer dizer you only live once, em português “só se vive uma vez”, com o termo holocausto.
O escritor também deixa mensagens, em seu site, para sugerir o debate. “Nenhum evento histórico se compara ao Holocausto. É você quem decide como se comportar, em um monumento que lembra a morte de 6 milhões de pessoas”, disse.

Ele também lembra que alguns comportamentos podem ser sim considerados desrespeitosos. E como Shapira pega foto de pessoas aleatórias na internet e as modifica, se essas pessoas se sentirem arrependidas ou desconfortáveis de aparecer em seu site, basta escrever para ele, que a imagem será retirada.






