As concentrações de plástico encontradas no cérebro humano estão aumentando ao longo do tempo

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesagosto 23, 2024

Todos nós estamos cientes dos problemas ambientais causados pelo plástico. Mas o que muitos podem não saber é que não é só o meio ambiente que corre risco, a nossa saúde também. Tanto que concentrações de micro e nanoplásticos em órgãos humanos já foram detectadas. Contudo, recentemente, os pesquisadores encontraram nanoplásticos nos rins, no fígado e concentrações de plástico alarmantes no cérebro.

Para chegar a essa descoberta, os pesquisadores fizeram autópsias que mostraram que o cérebro tinha mais nanoplásticos do que o fígado ou os rins. Os aumentos dessa concentração foram vistos entre 2016 e 2024, sendo o plástico principal que foi encontrado o polietileno.

Com isso, os pesquisadores concluíram que as concentrações de plástico no cérebro eram entre sete a 30 vezes maiores do que as vistas no fígado ou nos rins.  Eles também pontuaram que as provas visuais e laboratoriais vistas por eles deram uma grande confiança de que as nanopartículas se acumulam especialmente no cérebro. No órgão, elas aparecem como fragmentos de nanómetros de comprimento.

Essas nanopartículas são descritas pelos autores como “detritos de plástico envelhecidos, semelhantes a fragmentos, numa vasta gama de tamanhos”. E o ponto mais alarmante talvez seja o fato de essas nanopartículas  de plástico estarem se acumulando no cérebro e suas concentrações estarem aumentando com o passar do tempo.

Problema das concentrações de plástico no cérebro e no corpo

Hypescience

Como o próprio nome dá a entender os microplásticos e os nanoplásticos tem tamanhos mínimos, variando entre 500 micrômetros e um nanómetro de diâmetro. De acordo com os pesquisadores, essa é “uma caraterística que define o período Antropocênico”.

Embora os danos do plástico e o grau de toxicidade no sistema biológico não é uma coisa visível de imediato, existem estudos mostrando que as nanopartículas ou micropartículas aumentam a inflamação de determinadas partes do corpo.

Outro mistério com relação a esse tipo de plástico é o motivo pelo qual ele se acumula especialmente no cérebro e quais são as consequências disso. Até porque o órgão é extremamente complicado e não entendido por completo. Por isso que esse aumento de concentrações de plástico no cérebro levanta preocupações com relação à saúde do órgão e com as pessoas que tem doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer, que são mais vulneráveis.

Essas descobertas são preocupantes porque é esperado que a quantidade de nanopartículas no cérebro aumente de forma exponencial conforme mais e mais microplásticos entram no ambiente.

Contudo, para que conclusões mais solidificadas sejam feitas serão necessários estudos mais complexos e feitos com uma escala maior.

Fonte: Meteored

Imagens: Hypescience

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