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Astrônomos descobriram uma estrela que tem quase a idade do Universo

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      05/08/19 às 18h25

Pesquisadores encontram uma nova estrela à espreita na Via Láctea, há cerca de 35.000 anos-luz de distância. A gigante estrela vermelha é chamada de SMSS J160540.18-144323.1. O que se sabe é que o astro possui os níveis de ferro mais baixos do que qualquer outra estrela já analisada. Isso significa que o astro é uma das estrelas mais antigas do Universo. De acordo com as informações, recentemente divulgadas, a estrela, pertence a segunda geração de estrelas que nasceram após o surgimento do Universo, há 13,8 bilhões de anos.

A estrela, para os pesquisadores, é incrivelmente anêmica e os níveis de ferro são 1,5 milhão de vezes menores do que o do Sol. Os níveis de ferro, presentes em um determinado astro, ajuda os pesquisadores a calcularem a idade do mesmo. O universo, em sua natureza, não possuía a presença de metais. As primeiras estrelas eram formadas de hidrogênio e hélio. Além disso, eram consideradas massivas, quentes e possuíam um curto período de vida. Essas estrelas são chamadas de População III.

As estrelas são "energizadas" pela fusão nuclear, onde os núcleos atômicos dos elementos mais leves são combinados para criar os mais pesados. Em estrelas menores, ocorre a fusão de hidrogênio em hélio. Mas, em estrelas maiores, como as estrelas da População III, ocorre a junção de elementos como o silício e o ferro.

Quando essas estrelas terminam seu ciclo de vida, ocorrem espetaculares explosões de supernovas. É nesse processo, que as estrelas expelem esses elementos para o Universo. À medida que novas estrelas se formam, tais elementos se apegam à elas. Assim, quanto mais metal uma estrela contém, mais precisamente pode-se definir quando ela se formou.

Por exemplo, sabemos que o Sol é de cerca de 100.000 gerações após o Big Bang. Mas nós encontramos outras estrelas, na Via Láctea, que têm uma baixa metalicidade. São essas estrelas que indicam a origem do Universo. Um desses objetos é o 2MASS J18082002-5104378 B. O objeto possui o segundo menor teor de ferro, sendo cerca de 11.750 vezes menos metálico do que o Sol.

A presença de metais

Essas estrelas são descobertas únicas. É improvável que quaisquer das estrelas da População III tenham sobrevivido por tempo suficiente para que fosse possível estudá-las. Porém, os pesquisadores acreditam que o nível de ferro da estrela SMSS J160540.18-144323.1, mesmo sendo relativamente baixo, cerca de 10 vezes a massa do sol, foi o suficiente para produzir uma estrela de nêutrons. 

Uma explosão de supernova pode desencadear um processo rápido de captura de nêutrons. Esta é uma série de reações nucleares nas quais núcleos atômicos colidem com nêutrons, para sintetizar elementos mais pesados ??do que o ferro.

Não houve evidência significativa desses elementos na estrela, o que significa que esses elementos foram capturados por uma estrela de nêutrons recém morta. Mas a quantidade de ferro, que escapou na explosão, foi suficiente para a formação do SMSS J160540.18-144323.1. Para os astrônomos, a estrela, que causou a explosão de nêutrons, provavelmente, foi uma das primeiras da segunda geração de estrelas.

E você? O que achou de tudo isso?

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Via   Science Alert  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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