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Astrônomos encontraram um sistema de seis planetas em uma harmonia orbital quase perfeita

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O primeiro exoplaneta (corpo celeste que não orbita em torno do sol e não faz parte do nosso sistema solar) foi descoberto ainda na década de 1990. Depois dele, milhares de outros similares já foram descobertos além do nosso sistema. Talvez, por isso, de um tempo para cá, a descoberta de novos exoplanetas não seja mais uma notícia tão espetacular. Já que sempre se descobrem novos exoplanetas pelo universo. Mas isso não quer dizer que suas descobertas não sejam importantes.

Essas descobertas podem ser extremamente interessantes. Como por exemplo, o sistema orbitando a estrela HD 158259, que está a 88 anos-luz de distância. A própria estrela tem quase a mesma massa e é um pouco maior do que o sol. E ela é orbitada pode seis planetas, uma super-Terra e cinco mini-Netunos.

Os astrônomos observaram esse sistema por sete anos e descobriram que todos os seis planetas estão orbitando HD 158259 em uma ressonância orbital quase perfeita.

Descoberta

Essa descoberta pode ajudar os pesquisadores a entender melhor os mecanismos de formação do sistema planetário. E também como eles terminam nas configurações que são vistas.

A ressonância orbital acontece quando as órbitas de dois corpos em volta do corpo original estão intimamente ligadas. Até porque, os dois corpos orbitais tem influência gravitacional um sobre o outro. No nosso sistema solar, isso é muito raro. Talvez, o melhor exemplo seja Plutão e Netuno.

Os planetas estão em um lugar descrito como ressonância orbital 2:3. Ou seja, a cada duas voltas que Plutão dá em volta do sol, Netuno faz três. Já os planetas que estão orbitando HD 158259 estão em ressonância quase 3:2 com o próximo planeta. Isso quer dizer que, a cada três órbitas que cada planeta faz, o próximo completa duas.

Uma equipe internacional de pesquisadores, liderados pelo astrônomo Nathan Hara, da Universidade de Genebra, conseguiu calcular de forma precisa as órbitas de cada planeta. Eles conseguiram isso através das medições feitas pelo  espectrógrafo SOPHIE e o telescópio espacial de caça a exoplanetas TESS.

A ressonância dos planetas não é perfeita, mas é próxima o suficiente para classificar o HD 158259 como sendo um sistema extraordinário. Além do mais, os pesquisadores acreditam que é um sinal de que esses planetas que estão orbitando a estrela não se formaram onde eles estão atualmente.

“Vários sistemas compactos com vários planetas em ou perto de ressonâncias são conhecidos, como TRAPPIST-1 ou Kepler-80. Acredita-se que tais sistemas se formem longe da estrela antes de migrar para ela. Nesse cenário, as ressonâncias desempenham um papel crucial”, explicou o astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Genebra.

Sistema

O motivo disso é que se acredita que as ressonâncias aconteçam quando embriões planetários no disco protoplanetário crescem e vão para dentro e para longe da borda do disco. Isso faz com que uma cadeia de ressonância orbital em todo sistema seja produzida.

E quando o gás que resta no disco de dissipa, isso pode desestabilizar as ressonâncias orbitais. É justamente isso que pode estar sendo visto com HD 158259.

“Com esses valores de um lado, e modelos de efeito de maré do outro, poderíamos restringir a estrutura interna dos planetas em um estudo futuro. Em resumo, o estado atual do sistema nos dá uma janela para sua formação”, concluiu Hara.

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