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Bitcoin consome mais eletricidade do que a maior parte dos países do mundo

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Certamente, você já ouviu falar sobre Bitcoins. Ele é uma espécie de criptomoeda descentralizada, que opera em um meio online. Apresentada ao mundo no ano de 2008, ela vem crescendo exponencialmente e hoje vale milhões de reais. O mercado de bitcoins já ultrapassa um trilhão de dólares. E o seu preço sobe dez vezes em um ano.

Contudo, o foco dessa criptomoeda está mudando para os enormes requisitos de energia que são necessários para que ela seja sustentada. Isso já que a energia total consumida pelo processo de mineração de bitcoin pode chegar a 128 terawatt-hora (TWh), segundo o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index ( CBECI ), que é um compilado por pesquisadores da Universidade de Cambridge. Isso representa 0,6% da produção total de eletricidade do mundo. O que já é mais do que todo o consumo da Noruega.

“Esses números podem parecer grandes quando comparados a países de médio porte ou tecnologias emergentes como veículos elétricos (80 TWh em 2019). Mas pequenos quando comparados a outros usos finais, como ar-condicionado e ventiladores”, disse George, analista da Agência Internacional de Energia Kamiya.

Em 2019, toda a operação do Google consumiu 12,2 TWh. E todos os data centers do mundo, exceto os que exploraram bitcoin, juntos consomem aproximadamente 200 TWh por ano.

Segundo o economista Alex de Vries, que foi quem montou um dos primeiros índices a respeito desse assunto, a visão ainda continua pessimista. Ele acredita que o aumento recente no preço do bitcoin irá intensificar o seu uso. E com isso, irá aumentar o consumo de energia que superará o de todos os data centers juntos.

Porque tanta energia

Com a promessa de uma recompensa muito gorda para os que “minerassem” os bitcoins, alimentou-se o aumento de centros de dados gigantes dedicados apenas à criptomoeda.

Os chamados “mineiros” resolvem equações deliberadamente complicadas, através do poder de processamento de força bruta sob o chamado protocolo de prova de trabalho.

Esse protocolo é projetado para manter a integridade da rede e garantir um suprimento estável de moeda. Isso faz com que os cálculos fiquem mais difíceis quando muitas pessoas estão minerando, e mais fáceis quando o número é menor.

O sistema foi projetado para que, a cada 10 minutos, a rede conceda algum bitcoin para as pessoas que resolveram o quebra-cabeça com sucesso.

“Se você tem novas máquinas mais eficientes, vai usar mais máquinas para conquistar uma fatia maior do mercado de mineração”, disse Michel Rauchs, que comandou a equipe que criou a CBECI.

Por conta do preço do bitcoin estar muito alto e cada vez subindo mais os mineradores estão operando com capacidade total.

Impacto ambiental

De acordo com os defensores do bitcoin, o rápido desenvolvimento de energia renovável nos setores de usinas quer dizer que a criptomoeda acaba tendo um efeito moderado sobre o meio ambiente.

Contudo, os pesquisadores da Universidade do Novo México estimaram, em 2019, que antes de ter esse recente aumento no preço, que cada dólar de valor criado pelo bitcoin gerava 49 centavos de danos à saúde e ao meio ambiente nos EUA.

Conforme a popularidade do bitcoin cresce, seus críticos também ficam mais em evidência. A ethereum, que é a segunda criptomoeda mais usada, já está considerando uma mudança de protocolo para um sistema menos intensivo de energia.

Mas o bitcoin fazer isso é mais difícil. Porque faria com que corresse o risco de tornar menos descentralizado e seguro.

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