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Cabeleireiro viu mancha no couro cabeludo e alertou cliente para câncer

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Muitos dizem que cortar o cabelo é algo íntimo, visto que o cabeleireiro irá tocar em sua cabeça, pentear seu cabelo e lavá-lo, de uma forma quase maternal. Porém, um cliente teve uma surpresa quando seu cabeleireiro foi mais que íntimo, ele o alertou para um câncer em seu couro cabeludo.

A história é de André Biernath, que conta: “Quando a gente vai cortar o cabelo, é esperado que a conversa no salão gire em torno de temas leves e corriqueiros, como a rodada do futebol, as fofocas das celebridades ou as notícias do momento. Em 2018, porém, eu quase pulei da cadeira quando meu cabeleireiro me disse: ‘Você pode estar com câncer’.”

Assim sendo, enquanto o cabeleireiro mexia em seu cabelo, ele notou uma mancha suspeita debaixo de alguns fios, perto da orelha direta, conta André. Para o profissional, parecia ser um sinal típico de melanoma, tipo de câncer que atinge a pele – e tende a ser agressivo.

Visto que André é um repórter de saúde que costuma ler e escrever sobre câncer e demais condições médicas, ele agendou uma consulta dermatológica na mesma semana. O que ele não esperava era que seu cabeleireiro estaria certo de que ele estava com câncer. Além disso, ele recebeu a indicação de remover o tumor numa cirurgia para uma biópsia.

“Passei por todo o procedimento, com direito a anestesia e internação, e felizmente o resultado da análise laboratorial revelou que se tratava de uma alteração benigna, sem relação com algo mais grave.”

“Mesmo assim, os médicos sugeriram que eu fizesse um acompanhamento todos os anos, para medir o tamanho de outras manchas e pintas que tenho espalhadas pelo corpo — caso elas cresçam, pode ser necessário removê-las também.”

Cabeleireiro alerta cliente para câncer

“Passados quase quatro anos deste episódio, ainda penso nas ironias do câncer de pele. Afinal, falamos de uma doença marcada por uma lesão aparente, visível a olho nu. Mesmo assim, não é raro que ela só seja detectada num estágio avançado, após anos de desenvolvimento. Para piorar, numa parcela pequena de pacientes, o tumor brota em áreas que a gente simplesmente não consegue enxergar.”

“Poderia ser meu caso, com o aparecimento da mancha no couro cabeludo. Ou o de um indivíduo que vive sozinho e não consegue ver em detalhes a região genital ou as costas, as nádegas e a parte traseira das coxas por completo.”

Desse modo, o diagnóstico tardio de melanoma é preocupante, visto que pode resultar em metástase. Nesse estágio, a doença se espalha para outras partes do corpo, fazendo com que as opções de tratamento sejam poucas.

Câncer de pele

Melanoma, câncer de pele

Shutterstock

André ressalta que câncer de pele é comum, representando cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados. “Em linhas gerais, há três subtipos da doença que afetam a camada externa do nosso corpo: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.”

“Os dois primeiros são os mais frequentes e configuram cerca de 97% dos casos da doença. A boa notícia é que eles costumam ser bem mais simples e fáceis de lidar. Nesse contexto, é possível falar de cura na maioria das vezes.”

Assim, os 3% restantes pertencem aos melanomas. Nesse caso, trata-se de um tumor agressivo que, se não for detectado no início, pode se espalhar pelo organismo.

“O melanoma se origina nos melanócitos, um tipo de célula produtora do pigmento que determina a cor da pele”, explica o médico Renato Marchiori Bakos, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, 8.450 brasileiros recebem diagnóstico de melanoma todos os anos. Desse número, 1.923 morrem por conta do câncer. Dessa forma, os principais fatores de risco são exposição frequente ao sol sem proteção, uso de câmaras de bronzeamento artificial, pele ou olhos claros e histórico familiar.

Fonte: BBC

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