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Câmeras registram meteoro em Petrópolis

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Na noite de segunda-feira, 07 de março, por volta das 22h30, um meteoro riscou os céus da região da Serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Muito brilhante e explosivo, o fenômeno foi classificado por astrônomos como um bólido.

O meteoro foi registrado por câmeras de monitoramento associadas ao projeto brasileiro Exoss, uma plataforma colaborativa de estudo de meteoros.

Confira abaixo o vídeo com um compilado de imagens:

Quem tiver visto ou registrado o bólido, pode enviar o relato e as imagens no site da instituição. O Exoss participa do CAMS/SETI, da Nasa, que monitora meteoros ao redor de todo o mundo.

Provavelmente, o evento foi provocado por “algum pequeno resto de cometa ou asteróide, que ao adentrar a atmosfera terrestre em alta velocidade teve seus restos de material vaporizados pelo impacto cinético”, informa Marcelo De Cicco, coordenador do projeto e autor de algumas das imagens.

Meteoro, fireball ou bólido, o que é a rocha espacial?

 

Foto: Exoss

Quando uma pequena rocha espacial, chamada de meteoróide, atinge a atmosfera da Terra em altíssima velocidade e o atrito com o ar causa o aquecimento e a ionização dos gases ao seu redor, isso provoca um fenômeno luminoso que chamamos de meteoro ou estrela cadente.

Dependendo de qual for a intensidade e o comportamento, um meteoro pode ser classificado como fireball (bola de fogo) ou bólido. 

O primeiro nome é quando acontece um evento bem grande e brilhante. O segundo também é muito luminoso, deixando uma trilha ionizada duradoura, e ao final explode.

Os dois são provocados por algum fragmento de rocha maior do que aquele que causaria um meteoro “comum”. Mas, ainda assim, são considerados inofensivos. Isso porque a rocha é completamente vaporizada durante sua passagem pela atmosfera.

Dependendo das condições de tamanho, composição e ângulo de entrada, partes do meteorito podem sobreviver ao processo, deixando fragmentos em solo, que são nomeados como meteoritos. 

Ao que tudo indica, o evento de Petrópolis não resultou em meteoritos.

Fenômeno em Passo Fundo 

Foto: Observatório Heller & Jung/Divulgação

Em Passo Fundo, no Norte do Estado do Rio Grande do Sul, foi registrada a queda de um meteoro. As imagens foram feitas pelo Observatório Heller & Jung l, por volta das 21h50 de quinta-feira, 24 de fevereiro. Na noite anterior, outro meteoro do tipo “fireball” [bola de fogo] havia sido observado na mesma região.

Os “fireball” são meteoros fragmentados de um cometa ou asteroide maior.

De acordo com o observatório, o meteoro entrou na atmosfera à altitude de 93,5 km e se extinguiu a 57,8 km de altitude sobre a região de Passo Fundo. A instituição também informou que a queda teve duração de 2,63 segundos, em uma velocidade estimada de 26,1 km/s. O fenômeno foi classificado como uma chuva de meteoros.

Ainda segundo o observatório, existem altas possibilidades de mais registros de alto brilho em 2022. Em comparação, no mesmo período do ano passado,  não foram registradas duas quedas seguidas de meteoros fireball.

Meteoro que caiu na Rússia pode ter mesma origem da criação da Lua

Foto: Donat Sorokin\TASS via Getty Images

Outra novidade sobre os meteoros em 2022 foi divulgada por meio de um artigo científico sobre o fenômeno que atingiu a cidade russa de Chelyabisnk, em 2013.

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Academia Chinesa de Ciência, o Meteoro de Chelyabisnk pode ter sido criado no mesmo impacto que originou o único satélite natural da Terra, a Lua.

Segundo os pesquisadores, em um passado distante, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, um corpo estelar do tamanho de Marte se chocou com a Terra. Os fragmentos resultantes desse choque se juntaram ao longo do tempo e criaram a Lua.

A nova hipótese foi levantada por meio de testes e análises microscópicas na rocha, que revelaram que ela sofreu dois grandes impactos. Um há cerca de 4,5 bilhões de anos, que coincide com o mesmo choque que criou a Lua, e outro há aproximadamente 50 milhões de anos, que teria deslocado o meteorito e o colocado em rota de colisão com a Terra.

Fonte: Tilt, G1, Yahoo

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