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Cientistas dizem que a humanidade está quase certamente condenada

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Desde os primórdios da humanidade, o ser humano é fascinado pelo seu próprio fim. Não é à toa que histórias que exploram o fim do mundo fazem tanto sucesso na ficção. São vários os livros que debatem a destruição do mundo. Todos se lembram de “O Dia Depois de Amanhã” ou “2012”. Ou seja, a cultura pop está sempre retratando o tema. Todos nós sabemos que, em algum momento, o mundo em que vivemos vai acabar.

Tanto que, o que não faltam, são previsões para o fim. E com tudo o que está acontecendo no mundo, imaginar o fim dele nem parece mais algo tão irreal e improvável de acontecer. Até porque o aquecimento global não é um problema trivial. E ele mostra que o clima pode mudar consideravelmente ao longo dos séculos. E em escalas de tempo geológicas, é ainda mais fácil essa mudança de clima.

Estudo

E segundo um novo estudo publicado no começo desse ano, as ameaças representadas pelas mudanças climáticas e pela perda de biodiversidade pode ser ainda mais grave. E o estudo alerta para um futuro medonho de extinção em massa e talvez até o fim da humanidade.

“A humanidade está causando uma rápida perda de biodiversidade e, com ela, a capacidade da Terra de suportar vida complexa. Mas o mainstream está tendo dificuldade em compreender a magnitude dessa perda, apesar da erosão constante do tecido da civilização humana”, disse o autor principal e ecologista da Universidade Flinders (Austrália), Corey Bradshaw.

Para tentar mudar essa realidade, parte do desafio é que os sistemas políticos e econômicos do mundo são projetados para serem concentrados em desafios e ganhos de curto prazo. Isso faz com que os problemas de longo prazo, causados pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e destruição ecológica, acabem não sendo resolvidos.

Ameaças

“Na verdade, a escala das ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida é tão grande que é difícil de entender até mesmo para especialistas bem informados. O problema é agravado pela ignorância e pelo interesse próprio de curto prazo, com a busca da riqueza e dos interesses políticos, impedindo a ação crucial para a sobrevivência”, explicou Bradshaw.

“A maioria das economias opera com base no fato de que ações remediadoras agora são muito caras para serem politicamente palatáveis. Combinado com campanhas de desinformação para proteger os lucros de curto prazo, é duvidoso que a escala de mudanças que precisamos seja feita a tempo”, pontuou o coautor do estudo e biólogo da Universidade de Stanford, Paul Ehrlich.

Além dele, um outro coautor do estudo, Dan Blumstein, que é ecologista da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse que o artigo assustador é uma questão de vida ou morte.

“O que estamos dizendo pode não ser popular, e de fato é assustador. Mas precisamos ser sinceros, precisos e honestos se a humanidade é entender a enormidade dos desafios que enfrentamos na criação de um futuro sustentável”, concluiu ele.

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