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Como era a vida das gueixas? Elas ainda existem?

POR PH Mota    EM História      26/07/16 às 19h04

Parte da cultura japonesa por mais de quatrocentos anos, as gueixas são um dos maiores símbolos do Japão para os ocidentais. Frequentemente tomadas como garotas de programa, as mulheres na verdade funcionam como acompanhantes sociais e com funções de entretenimento para classes ricas e poderosas, e não vendem ou alugam seus corpos ou serviços sexuais.

Com maquiagens de pele branca e batons vermelhos de destaque, combinados com quimonos de seda e cabelos em penteados elaborados essas mulheres tem origens há vários séculos. As primeiras apresentações de mulheres que se assemelhavam com as gueixas modernas foram de profissionais conhecidas como saburuko. A palavra, em japonês, significa aquela que serve.

Na época, as saburuko se aproximavam dos homens em bares e restaurantes para conversar, entreter e, às vezes, para vender favores sexuais. As profissionais de mais alta classe também faziam presença em eventos da elite, apresentando danças e performances especiais.

Origens medievais

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Por volta do século 16, várias cidades japoneses desenvolveram estabelecimentos voltados para o prazer. As cortesãs, ou yujo, viviam e trabalhavam nesses locais como prostitutas licenciadas. O governo classificava as mulheres de acordo com sua beleza e serviços oferecidos. As apresentadoras com níveis mais alto também se apresentavam como atrizes de teatro.

Na época, os samurais eram proibidos de usufruir dos serviços das cortesãs. Isso porque, segundo a lei vigente, membros de alta classe, como os guerreiros, não deveriam se misturar com grupos marginalizados, como atores e prostitutas. Ainda assim, os samurais conseguiam despistar a leia e se tornaram alguns dos mais frequentes clientes dos serviços.

Surgimento das gueixas

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Com clientes membro de altas classes, o serviço oferecido pelas mulheres também passou a ser de nível mais alto. As profissionais desenvolveram habilidades como cantar, dançar e até mesmo tocar instrumentos para entreter os clientes. Todas passaram a receber treinamentos de conversação e flerte e passaram a não depender de serviços sexuais para poder trabalhar. Entre as gueixas de mais alto valor estavam a com habilidades de caligrafia ou de poesia.

As primeiras gueixas licenciadas do Japão surgiram em Kyoto, em 1813. Com a Segunda Guerra Mundial, no entanto, a profissão quase desapareceu. A maioria das jovens mulheres trabalhavam em fábricas para sustentar as máquinas de guerra. Além disso, havia poucos homens na cidade para bancar os serviços.

Gueixas modernas

Hoje em dia, a profissão ainda existe no Japão. As garotas esperam até 16 ou 18 anos, quando terminam os estudos, para começar seus treinamentos. Elas oferecem entretenimento nos campos de música, dança, caligrafia, etc, assim como nos tempos passados. Confira algumas imagens de gueixas modernas e suas funções.

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Ainda hoje, as gueixas recebem muito prestígio e podem ser até mesmo tratadas como celebridades em algumas regiões do Japão. Se apresentam em casas especiais e são contratadas para servir e entreter clientes em bares e restaurantes.

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Via   Asian History  
PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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