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Como os bombardeios da 2ª Guerra Mundial mudaram o clima do mundo?

POR PH Mota    EM História      09/06/17 às 15h45

Por mais que certos líderes mundiais estejam tentando dizer o contrário, a ciência garante que a mudança climática de nosso planeta é real. Os seres humanos afetam e vão continuar a afeitar o clima de todo o mundo com emissões elevadas de CO2. Isso inclui a Segunda Guerra Mundial, quando demonstrações de uma nova invenção teve um forte impacto no clima.

O B-17 Flying Fortress, ou Fortaleza Voadora, era um avião bombardeiro de quatro motores construído durante a Guerra para o Exército dos Estados Unidos. Esse era apenas um dos mais populares modelos entre os diversos bombardeiros que circulavam pelos céus durante o conflito e foram responsáveis por um decréscimo de 0,8°C na temperatura do ar ao redor de bases de onde decolou.

Os bombardeios causados pelos aliados durante o conflito acabaram sendo responsáveis por uma mudança no clima, principalmente no sudeste da Inglaterra. Graças a um estudo sobre os voos lançados em 1944, agora tempos uma oportunidade de checar como as aeronaves mudaram a temperatura do mundo.

Depois de ouvir um programa de rádio em que uma idosa lembrava de uma época em que o céu "se tornava branco como as nuvens" assim que os bombardeiros decolava, Roger Timmis, do Centro Ambiental de Lancaster, no Reino Unido, imaginou que os aviões poderiam estar afetando o clima.

Os rastros de fumaça deixados por aviões são conhecidos por ter vários efeitos no clima. Por um lado, eles agem como uma espécie de cobertor, prendendo na Terra o calor que poderia escapar para o espaço. Por outro lado, durante o dia eles refletem a luz solar, resfriando a Terra mais do que é capaz de aquecer por meio do efeito anterior. No geral, no entanto, existe um consenso entre estudiosos que garante que o saldo é de aquecimento.

Na década de 40, diferente de hoje, existia pouco tráfego aéreo civil. Por isso, os registros históricos oferecem uma oportunidade para testar os efeitos diurnos das aeronaves. "Os pilotos se preocupavam muito com os rastros", explica Rob MacKenzie, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. "As aeronaves eram rastreadas a partir dos rastros e derrubadas, então os pilotos ficavam atentos."

Utilizando registros operacionais da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos e da Força Aérea Real Britânica, além de dados climáticos de arquivo, Timmis e MacKenzie perceberam que poderiam comparar as temperaturas das proximidades dos rastros dos bombardeiros com a de quilômetros de distância, onde não haveria efeitos diretos.

As condições eram ideais para uma decolagem em particular que aconteceu na manhã de 11 de maio de 1944. Na ocasião, o céu estava limpo e com umidade suficiente para a formação dos rastros dos aviões bombardeiros.

Timmis e MacKenzie descobriram que onde as aeronaves se posicionaram para formação, existiu um aumento significativo na formação de nuvens, afetando a temperatura local. Na região da base, foi possível perceber registros de 0,8°C a menos do que nos arredores do local.

"É inovador utilizar esses registros históricos", explica David Lee, da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Ele diz que documentar o esfriamento do ambiente a partir das condições diárias causadas pelos rastros é "extremamente consistente" com o que já se conhece hoje em dia.

Estudos de campo sobre rastros de aeronaves são raros, de acordo com David Travis, da Universidade de Wisconsin-Whitewater. Por conta disso, a maior parte de nossa compreensão nos efeitos do fenômeno é baseada em estudos com modelos.

O que achou dos efeitos dos bombardeiros no clima de nosso país? Além de ajudar a moldar políticas e fronteiras para o novo mundo, a guerra afetou muito mais do que podemos perceber de forma simples.

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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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