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Como se tornar um Duque, Príncipe ou Rei nos dias de hoje?

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LONDON - APRIL 29: In this handout photo, issued by Clarence House, the bride and groom Prince William, Duke of Cambridge and Catherine, Duchess of Cambridge pose for an official photo with left to right): Miss Grace van Cutsem, Miss Eliza Lopes, HRH The Duke of Edinburgh, HM The Queen, The Hon. Margarita Armstrong-Jones, Lady Louise Windsor, Master William Lowther-Pinkerton. Back Row (left to right): Master Tom Pettifer, HRH Camilla, Duchess of Cornwall, Prince Charles, Prince of Wales, HRH Prince Harry of Wales, Mr Michael Middleton, Mrs Michael Middleton, Mr James Middleton, Miss Philippa Middleton, in the throne room at Buckingham Palace on April 29, 2011in London, England. The marriage of Prince William and Catherine Middleton was led by the Archbishop of Canterbury and was attended by 1900 guests, including foreign Royal family members and heads of state. Thousands of well-wishers from around the world have also flocked to London to witness the spectacle and pageantry of the Royal Wedding.(Photo by Hugo Burnand/Clarence House - WPA Pool/Getty Images)

A monarquia é a mais antiga forma de governo e ainda é a forma de governo em vigor em alguns países. Nessa modalidade, o rei/rainha se mantém no cargo até a morte ou até abdicar à condição, porque o regime é hereditário. Dentro da monarquia existem títulos de nobreza, que eram concedidos aos pares dos reis.

Entre os mais populares títulos da nobreza ocidental estão Duque, Marquês, Conde, Visconde e Barão. Para ter um título de nobreza na época do império, só sendo apadrinhado pela família real. Claro que, nos últimos séculos nos quais a monarquia prevaleceu, títulos eram moeda de negociação entre os monarcas e os membros da corte que queriam ascender à aristocracia.

Mas e atualmente, quando não tem mais monarquia e os títulos não determinam a qualificação de alguém? Quem tem interesse em ter um título de Conde ou Duque e como obter tal titularidade? Como ser nobre nos dias de hoje?

Não precisa mais ser enturmado com a família real

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Se há muitos séculos era necessário fazer parte da “galera do Rei”, ou ter algo que fosse de interesse do império para receber como presente um título real, hoje em dia você só precisa ter uma coisa: Dinheiro. Você pode participar de leilões que colocam abertos a lances, títulos dos idos tempos dos impérios, que atualmente só têm valor histórico. Então quem compra, adquiri pelo valor histórico? Não exatamente.

A grande maioria dos nobres de primeira viagem acham caro, mas garantem existir privilégios e prestígio nos bancos, comércio e vizinhança. A depender da companhia aérea, dá direito a voar na primeira classe. Mas na prática, o título é só um pedaço de papel. Com o título, é como se o comprador fizesse parte de um clube restrito, mas que nesse caso, nem sede tem. O papel é vinculado a uma associação virtual e serve principalmente para… Exibir.

Não é preciso ser inglês para adquirir status de nobre. Mais da metade dos títulos vendidos nos leilões dos respectivos países, são comprados por estrangeiros. E eles reconhecem que só querem o título para se gabarem. Porém, não é só essa a utilidade dos títulos!

Os títulos de nobreza valem dinheiro

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Comprar títulos de nobreza pode ser um bom investimento financeiro. Um título de nobreza que custava entre 250 e 500 libras nos anos 70, valorizou-se de 10 a 20 vezes até o início dos anos 2000. A valorização surpreende porque, ao contrário de títulos do Tesouro Direto por exemplo, estes papéis parecem ser imunes a crises.

Isso talvez se deva justamente ao ar aristocrático que eles dão aos seus compradores. Vaidade parece ser o principal motor propulsor deste mercado. Os títulos à venda, ainda que genuínos, podem transformar seu dono em um Lorde ou Barão, mas jamais o transformará em um verdadeiro nobre.

Mas, como mencionado, os interesses que levam à aquisição de títulos de nobreza são variados. Há os que compram por investimento, os que querem título para valorizar a propriedade, os que compram pelo valor histórico e os que compram pelo status mesmo. Mas e quem vende?

Quem vende títulos de nobreza?

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Quem lança esses títulos nos leilões são aristocratas em dificuldades financeiras. Eles colocam os títulos em condição de anonimato. Os títulos mais nobres, de Rei ou Príncipe, jamais foram lançados em leilões com tanta facilidade. Para o acesso a estes, continua valendo fazer parte da “galera do rei”. Para se ter noção dos preços, o título de Lorde de Wimbledon, por exemplo, teria pertencido ao irmão da princesa Diana, Lorde Spencer. Este título teria sido vendido em 1996 por 171 mil libras esterlinas (em torno de 1 milhão de reais na época).

No geral, os preços mínimos variam de 6 a 50 mil libras. O mais caro dos últimos leilões foi o de Lorde da Ilha de Guernsey, ilha que veio a tornar-se um paraíso fiscal posteriormente. O novo Lorde da Ilha pagou na época em torno de 35 mil libras (210 mil reais).

O atalho para a “nobreza”

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O alemão Sir Horst Hey, contou que foi a um desses leilões apenas para ver quanto os outros estariam dispostos a pagarem por tais títulos. Ele diz que foi a um cartório na Grã-Bretanha e acrescentou “Sir” ao seu nome. Qualquer pessoa pode fazer isso e todos os cartórios fazem por 30 libras (180 reais).

Você teria interesse em ter tais titularidades? O que te motivaria a adquirir um título real? Que uso você faria?

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