Conheça a história do maior assassino dos Estados Unidos

Avatar for Erik ElyErik ElyCuriosidadesdezembro 18, 2019

Uma infância traumática pode fazer com que uma pessoa desenvolva transtornos no futuro. No entanto, no caso Henry Lee Lucas, o fato fez com que ele se tornasse o ‘maior assassino dos Estados Unidos’. Com isso, ele chegou a cometer, e confessar, cerca de 600 assassinatos. Em outras palavras, esse número seria equivalente à quantidade de uma morte por semana, entre 1975 e 1983.

E com esses números, Henry Lee se tornou uma verdadeira ‘estrela de cinema‘. No entanto, a história do assassino parecia surpreender mais do que deveria. Isso porque ele era um assassino ‘bom demais para ser verdade’. E mesmo que não tenha matado todas as pessoas que havia confessado, os números continuavam a assustar. Afinal, quem era esse homem? E quantas pessoas ele realmente matou?

O nascimento de um assassino

Nascido em 1936, em Blacksburg, na Virgínia, sua infância não foi tão fácil. Lucas teve uma educação problemática. E segundo relatos, sua mãe era uma prostituta, que o fazia assistir o sexo praticado com clientes. Além disso, também fazia Lucas vestir roupas femininas. Depois disso, aos dez anos, ele perdeu o olho e esquerdo, após uma infecção. Contudo, isso poderia ter sido evitado, caso sua mãe tivesse levado o garoto ao médico. Por fim, tudo isso resultou em uma vida de alcoolismo. E cada vez mais, o menino cresceu como um adolescente violento, que torturava animais.

Quando tinha apenas 18 anos, ele foi condenado a seis anos de prisão, por 12 acusações de roubo. E todo esse tempo na prisão, só fez com que Lucas piorasse. Após sua libertação, em 1960, ele discutiu com sua mãe, se deveria voltar para casa e cuidar dela. Na época, ela já tinha seus 74 anos. O desfecho da conversa foi quando Lucas a golpeou com uma facada em seu pescoço, fazendo com que ela morresse devido a um ataque cardíaco. “Tudo o que me lembro é de lhe bater no pescoço. Ela caiu no chão e quando eu a levantei, percebi que estava morta. Depois,reparei que tinha a minha faca na mão e ela estava cortada”, confessou Lucas.

Por conta da morte de sua mãe, Lucas foi condenado a uma sentença de 20 anos. No entanto, ele só chegou a cumprir a metade da pena e foi solto em 1970. Entretanto, ele não havia sido liberado por bom comportamento. Mas sim, por conta de uma superlotação na prisão. E depois de solto, Lucas formou uma parceria com outras pessoas problemáticas como ele, que eram Ottis Tootle e Frieda Powell. A partir daí, sua onda de assassinatos, com o grupo, se iniciava.

Confessando mais do que se esperava

Depois de anos na onda de crimes, o serial killer foi preso em junho de 1983. E sem ‘mais nada’ a perder, Lucas confessou diversos crimes, incluindo o assassinato de uma senhora de 82 anos e um desaparecimento. No entanto, as confissões não pararam por aí. Apesar de ter inicialmente negado, ele disse ser o responsável por mais de 600 assassinatos. Além de ter tido conexão em mais de 3.000 mortes.

Estando detido, Lucas conseguia dar descrições detalhadas de suas vítimas. E toda a ajuda que forneceu para a polícia, fez com que ele quase se tornasse amigo dos policiais. Com Lucas preso, a polícia conseguiu resolver mais de 200 casos, que estavam sem resposta. Mas mesmo com todas as regalias, Lucas ainda seria condenado à morte, por matar 11 pessoas, cujos óbitos tinham sido confirmados como de autoria dele.

Por fim, uma investigação em Dallas mostrou que muitas das confissões foram, de fato, falsas. E o que era ‘o maior assassino em série do mundo’, se tornou ‘a maior farsa da justiça criminal americana’. Contudo, o número de assassinatos nunca ficou claro para os investigadores. Mesmo depois de ter a prisão perpétua declarada, o caso ainda permanecia com diversos pontos em aberto. Sendo que, em 1998, Henry Lee Lucas morreu de infarto na prisão, antes da execução programada e de muitas respostas serem dadas.

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