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Conheça a síndrome de Havana

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Quatro diplomatas do Estados Unidos estão trabalhando em Genebra e Paris e a principal suspeita é que eles estejam com a doença neurológica conhecida como “síndrome de Havana”.

De acordo com a mídia americana, no verão passado três diplomatas ficaram doentes na cidade suíça e um na capital francesa. No total, cerca de 200 pessoas já foram afetados por essa doença nos últimos cinco anos.

O secretário de Estado, Antony Blinken, declarou que o governo americano está trabalhando para solucionar o mistério. “Até o momento, não sabemos exatamente o que aconteceu e não sabemos exatamente quem é o responsável”, afirmou à emissora MSNBC.

Outros países que tiveram casos da síndrome de Havana foram o Vietnã e a Colômbia, na embaixada dos Estados Unidos, em Bogotá.

Como surgiu a síndrome de Havana

Getty Imagens

A síndrome de Havana apareceu pela primeira vez no ano de 2016, em Cuba. Na época, vários casos foram detectados entre diplomatas americanos e canadenses e parentes deles, em Havana. Os principais sintomas foram sonolência, fadiga, enxaqueca, problemas auditivos e visuais. Em casos extremos, as pessoas perderam permanentemente a audição.

Depois do incidente em Cuba, diversos diplomatas e funcionários da inteligência dos EUA relataram ter sentido os sintomas. Entre os países que registraram casos estão a Rússia, China, Áustria e, mais recentemente, Berlim. De acordo com o  jornal The Wall Street Journal, alguns pessoas não conseguem nem mesmo trabalhar.

Entre os que apresentavam sintomas estavam alguns encarregados de temas como a exportação de gás, segurança cibernética ou interferência política.

O aparecimento dos sintomas

Getty Imagens

Acredita-se que os sintomas da síndrome de Havana apareceram de repente. Um exemplo é uma pessoa afetada em Moscou em 2017, que sentiu sonolência enquanto estava deitada na cama a noite. Por causa do enjôo, estimou-se que era uma intoxicação alimentar, mas, em seguida, devido à tontura, acabou caindo quando tentou ir ao banheiro.

Para a revista GQ, um funcionário da CIA relatou que parecia “que ia vomitar e desmaiar ao mesmo tempo”. Isso o teria pegado desprevenido, porém, ele disse que não escutou nenhum som agudo, diferente do relatado pelos cidadãos americanos na embaixada em Havana, em 2016.

Já no ano de 2018, os especialistas do Centro de Lesões Cerebrais, da Universidade da Pensilvânia, publicaram no Journal of the American Medical um estudo sobre alguns dos cidadãos americanos que foram afetados em Cuba. De acordo com os pesquisadores, os pacientes estavam debilitados em seu equilíbrio e nas habilidades cognitivas, motoras e sensoriais, esses sintomas são semelhantes aos de quem teve uma concussão severa.

Diferente das concussões, os sintomas não desaparecem. Eles poderiam diminuir, mas logo em seguida voltavam com força.

O que causa a síndrome de Havana

Embaixada EUA

De acordo com a coordenadora de inteligência dos EUA Avril Haines, as autoridades seguem inseguras sobre o que está provocando os “eventos de saúde anormais”.

Uma das teorias foi apresentada por especialistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em 2020. Para eles, a suspeita é de que a doença foi provocada devido à exposição direta à radiação de micro-ondas. Porém, não afirmam qual a fonte de energia. 

Para outros pesquisadores, as armas de micro-ondas estariam sendo utilizadas especificamente contra diplomatas, funcionários dos serviços secretos e suas famílias. Para os especialistas, essa explicação é mais provável que as encontradas anteriormente, como doenças tropicais, uso de pesticidas ou problemas psicológicos.

Outra hipótese foi a utilização de armas sônicas. Isso porque alguns afetados em Havana escutaram um zumbido antes de sentirem os outros sintomas. Porém, outros não ouviram nada.

Vale lembrar que até o momento existem apenas teorias sobre o que causa a síndrome de Havana, por isso ainda não é possível explicar com exatidão o que provoca essa nova doença.

Fonte: G1, DW

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