Ciência e Tecnologia

Tempestade solar: uma ameaça para a Terra

tempestade solar
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Embora pouco discutidas, as tempestades solares podem acarretar danos severos à Terra. As consequências desse fenômeno podem ser desastrosas, como a destruição de satélites artificiais, a interferência nos serviços de telefonia, a queda de energia elétrica, a danificação de objetos eletroeletrônicos, entre outros. 

Por outro lado, se não ocorrer de forma intensa, a tempestade solar também proporciona belos espetáculos luminosos, como a aurora boreal. Mas, o que de fato é uma tempestade solar?

O processo

Uma tempestade solar ocorre quando há uma explosão na superfície do Sol, que libera grandes quantidades de prótons e elétrons superaquecidos. Essa explosão ocorre por conta de reações que acontecem no núcleo da estrela, o que ocasiona fusões nucleares. Com isso, a radiação solar atinge o campo magnético e a atmosfera terrestre. 

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Cada tempestade contém energia equivalente a 100 mil vezes todo o arsenal nuclear do mundo, mas essa energia é espalhada ao longo de um enorme volume no espaço. Em 1859, a maior tempestade solar já registrada danificou as linhas de telégrafos de países da Europa e nos Estados Unidos da América (EUA).

Já em 1972, dezenas de minas marítimas perto da costa do Vietnã explodiram por conta de tempestades solares. As minas haviam sido projetadas para detectar pequenas variações do campo magnético causadas pela aproximação de navios com cascos metálicos, mas a atividade solar teve o mesmo efeito. 

Em 1989, um apagão ocorrido no Canadá teve como justificativa as alterações provocadas no campo magnético terrestre pelas partículas liberadas na tempestade. Apesar de ter gerado espetáculos de luzes no céu, esse evento deixou milhares de pessoas sem eletricidade durante horas e tirou do ar a comunicação via rádio.

Hoje em dia, como a tecnologia é amplamente utilizada, os efeitos de um evento como esse podem ser ainda mais sérios. Isso porque uma tempestade solar pode prejudicar satélites, aviões ou até mesmo redes de eletricidade.

Além disso, as partículas liberadas pelas tempestades solares podem ser tão prejudiciais aos seres humanos quanto a radiação das explosões nucleares. Em geral, a atmosfera terrestre permite uma proteção adequada, mas astronautas no espaço estão sujeitos a doses potencialmente letais de radiação.

Como monitorar uma tempestade solar?

O satélite Soho, que atua entre a Terra e o Sol, monitora a atividade solar e envia informações à Terra. Os cientistas responsáveis interpretam os dados de modo a tentar prever quando uma tempestade radioativa atingirá o planeta. No entanto, isso não é o bastante, com isso, especialistas estão em busca de tentar rastrear as erupções solares depois que elas tenham sido lançadas pelo Sol. 

Especialistas em previsões estão trabalhando nisso em todo o mundo, desde os Escritórios Meteorológicos do Reino Unido e da Austrália até o Centro de Previsão do Clima Espacial Noaa, nos Estados Unidos. Se tudo correr bem, eles podem detectar quando uma tempestade estiver se dirigindo à Terra e prever seu horário de chegada com seis horas de antecedência.

Atualmente, já se sabe que essas tempestades acontecem com mais frequência em um período conhecido como “máximo solar”. Esse período é marcado pelo aumento da atividade magnética do Sol, o que acontece a cada onze anos.

O clima espacial agora está incluído no registro de riscos do governo do Reino Unido, ao lado de outros riscos mais conhecidos, como pandemias de gripe e inundações graves. O clima espacial é considerado um risco equivalente a uma severa onda de calor ou ao surgimento de uma nova doença infecciosa.

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