Depoimentos revelam como era trabalhar com Steve Jobs

POR A redação    EM Ciência e Tecnologia      01/09/15 às 16h36

Steve Jobs é, ao mesmo tempo, uma figura polêmica e inspiradora. Morto há quatro anos, ainda hoje seu nome continua bastante presente, tanto que duas grandes produções de cinema desta temporada se dedicam a analisar sua vida e carreira.

Um destes projetos, dirigido pelo premiado documentarista Alex Gibney, é o documentário Steve Jobs: The Man in the Machine. De acordo com Gibney, este é o momento de analisar a personalidade do rígido perfeccionista que mudou a maneira como as pessoas se relacionam no mundo. Acredita-se, no entanto, que a forma como o CEO da Apple tratava algumas pessoas e funcionários era bastante controverso.

O documentário contrasta a vida do homem que já aspirou ser um monge ao CEO rígido que, segundo se especula, pagava uma ninharia aos operários chineses nas fábricas de iPhone, além de ter cortado fundos de seus programas filantrópicos. De acordo com Gibney no filme, Jobs tinha o foco de um monge, mas nada da empatia. O documentário chega aos cinemas no dia 4 de setembro nos EUA e conta com filmagens de arquivos e entrevistas com jornalistas, bem como com depoimentos de amigos e ex-funcionários.

Steve

Documentários a parte, o que dizem os funcionários sobre o antigo patrão? Bom, as opinião são bastante divididas. Se você fizer uma pesquisa mais profunda, verá que, para muitos funcionários, Steve Jobs não era a pessoa mais fácil de trabalhar. Na verdade, Steve Wozniak, co-fundador da Apple, já revelou que muitos antigos funcionários da empresa, que trabalharam na criação do Macintosh, saíram de lá alegando que jamais voltariam a trabalhar com Steve Jobs outra vez.

Em entrevista para o Business Journal, Wozniak revelou que Steve Jobs tinha muita coisa questionável em sua personalidade. O engenheiro disse ainda que, nos dias anteriores à fundação da Apple, Jobs era muito jovem e pouco maduro, então ele pressionava as pessoas a finalizar seus produtos para capturar mercados de massa. "Eu acho que ele aprendeu muito com isso. Ele respeitava muito as pessoas que eram brilhantes."

Jobs não apenas respeitava muito seus engenheiros mais talentosos, como também admirava aqueles que fossem corajosos o suficiente para enfrentá-lo. Segundo Wozniak, ele confrontava as pessoas e quase as chamava de idiotas, mas, quando elas o confrontavam de volta, expondo em termos racionais porque estavam corretos, Jobs passava a respeitá-las, dando, inclusive, altos privilégios na empresa. "Ele estava apenas testando e aprendendo."

Suco

Um depoimento controverso, feito para o The New York Times pelo jornalista Nick Bilton, expõe ainda mais a personalidade difícil de Jobs. De acordo com ele, o CEO não tratava apenas seus funcionários com rigidez, como também todos os outro que lhe serviam, independente do lugar.

O caso aconteceu no Hotel Four Seasons, em São Francisco. Uma garçonete teria servido um copo de suco de laranja para Jobs, que não gostou e pediu por outro. A moça retornou e, mais uma vez, o suco foi recusado. Quando perguntando porque estava fazendo aquilo, Jobs foi enfático: "Se ela escolheu ser garçonete como vocação, então ela precisa ser a melhor".

Wozniak

Por outro lado, nem todos os depoimentos sobre Steve Jobs são controversos. Alguns funcionários, como não poderia deixar de ser, se sentiram nos céus pela oportunidade de trabalhar com Jobs. Brent Schlender e Rick Tetzeli, no livro "Becoming Steve Jobs: The Evolution of a Reckless Upstart into a Visionary Leader", apresentam esta outra face do CEO da maçã. Assim eles descreveram o relacionamento de Jobs com seus engenheiros enquanto trabalharam juntos na NeXT Computer:

Algumas decisões mais arbitrárias de Jobs deixavam seus funcionários abismados, e sua microgestão não lhes dava paz. Ele decidiu que eles iriam trabalhar à noite e em fins de semana. Jobs não hesitava em chamá-los em casa nos feriados no caso de algum problema grave surgir. E, ainda assim, os engenheiros de hardware e software não conseguiam resistir à oportunidade de trabalhar para Steve Jobs.

Ele entendia a sensibilidade dos engenheiros. Para ele, engenheiros são, no fundo, solucionadores de problemas. Steve desafiou-os de maneiras que eles jamais tinham imaginado. Ninguém mais no ramo de tecnologia tinha as metas e expectativas geniais de Jobs. Ninguém parecia se importar tanto com seu trabalho como ele. A ideia de criar um computador era legal, mas, para estes funcionários, a chance de criar um computador para este chefe em específico era simplesmente sensacional.

Fontes: Business Insider | Business Insider

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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