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Desafiar o relógio biológico para acordar cedo pode trazer perjuízos

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Existem pessoas que acordam de manhã com bom humor e vontade de fazer com que o dia seja produtivo. E aquelas que não se encaixam nesse perfil são taxadas de preguiçosas ou sem objetivos para se alcançar. Afinal aprendemos desde cedo que “Deus ajuda quem cedo madruga”.

É certo que o mundo, basicamente, funciona durante o dia. É nesse período de tempo que a maioria das empresas, escolas e faculdades funcionam. Embora a vida diurna seja o padrão a ser seguido, há quem tenha dificuldade em segui-lo.

A diferença entre as pessoas diurnas e as notívagas é enorme, e os cientistas chamam esse padrão de comportamento de “preferência diurna”. E eles sabem que, pelo menos, parcialmente essa preferência está relacionada com os nosso genes.

Estudo

De acordo com um novo estudo, as pessoas que preferem naturalmente acordar cedo possuem um menor risco de depressão e o bem-estar geralmente é maior. Isso pode acontecer porque os notívagos tendem a sofrer mais com o desalinhamento do seu relógio biológico por serem obrigados a acordar cedo no seu dia a dia.

As novas descobertas se basearam em pesquisas anteriores a respeito da disposição genética humana para a preferência diurna. O que acabou demonstrando que as pessoas diurnas parecem ter benefícios de saúde relacionados por viverem mais alinhadas com seus próprios relógios biológicos.

“Descobrimos que as pessoas que estavam desalinhadas em relação ao relógio biológico natural eram mais propensas a relatar depressão, ansiedade e menos bem-estar”, disse a bioquímica Jessica O’Loughlin, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

Hora de acordar

Para que esse estudo fosse feito existiram vários componentes. Como por exemplo, a análise estatística de 451.025 registros de saúde no banco de dados do UK Biobank. sendo dados de rastreamento do sono em 85.884 deles, e questionários a respeito dos hábitos de trabalho e sono das pessoas.

Por mais que o levantamento não confirme uma relação casual entre padrões de sono e depressão e ansiedade, ele dá “evidencias robustas” para isso. Os pesquisadores afirmam isso por conta do grande número de participantes e pelas diferentes abordagens que foram tomadas com os dados.

Além disso, os estudiosos descobriram uma medida de “jetlag social”, ou diferenças nos hábitos de sono entre os dias da semana e os fins de semana. Eles descobriram que esse atraso era ainda pior nas pessoas que têm um problema maior para se adequar ao padrão de trabalho diurno.

“Também encontramos a evidência mais robusta de que ser uma pessoa matinal protege contra a depressão e melhora o bem-estar. Achamos que isso pode ser explicado pelo fato de que as demandas da sociedade significam que os notívagos são mais propensos a desafiar seus relógios naturais, tendo que acordar cedo para o trabalho”, ressaltou O’Loughlin.

Problemas

Essa relação entre padrões de sono e problemas de saúde como depressão não é uma coisa nova. É bem estabelecido o quão importante os períodos regulares de sono e descanso são para o corpo e para a saúde mental e física

Contudo, o que esse novo estudo enfatiza é o quão importante é alinhar o sono com o relógio biológico natural que, normalmente, segue os ciclos do dia e noite.

“Nossa pesquisa indica que o alinhamento dos horários de trabalho com o relógio biológico natural de um indivíduo pode melhorar a saúde mental e o bem-estar dos noturnos”, concluiu a geneticista Jessica Tyrrell, também da Universidade de Exeter.

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