
O universo é tudo o que existe fisicamente: a soma do espaço e do tempo e, é claro, as diversas formas de matéria. Como o universo e tudo que o circunda sempre foram um tópico de muita curiosidade, os cientistas não param de estudá-lo. Tanto que eles fizeram uma descoberta sobre sobre sistema solar vizinho ao nosso que os deixou bem intrigados.
No caso, o estudo publicado na segunda-feira dessa semana mostrou que o exoplaneta TRAPPIST-1b, que está aproximadamente 40 anos-luz da Terra, pode ter uma atmosfera ou intensa movimentação geológica. Isso foi descoberto com ajuda do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, e veio desafiar os que era sabido anteriormente que classificava o exoplaneta como um mundo rochoso estéril e que não tinha traço de atividade ou invólucro gasoso.
Agora, os pesquisadores viram que o exoplaneta tem características geológicas bem interessantes e intrigantes. Como por exemplo, de acordo com os dados, a superfície dele é extremamente jovem, tendo até mil anos. Isso sugere que acontece um recapeamento magmático constante.

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“A ideia de um planeta rochoso com uma superfície fortemente desgastada sem atmosfera é inconsistente com a medição atual. Essa juventude geológica pode apontar para processos internos como atividade vulcânica ou tectônica”, disse Jeroen Bouwman, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
O TRAPPIST-1b é um mundo mais ou menos do tamanho do nosso e faz parte de um sistema solar vizinho ao nosso, composto por sete exoplanetas, que foi descoberto em 2017. Os planetas desse sistema estão mais perto da sua estrela do que os do nosso sistema estão do sol, mas os corpos recebem menos radiação porque a estrela central desse sistema é uma anã vermelha, que tem uma luminosidade baixa.
Por conta dessas características desse sistema solar vizinho ao nosso que uma expectativa foi criada de que alguns desses mundos podem ser habitáveis ou então funcionar como um laboratório para o estudo da evolução planetária. No caso do TRAPPIST-1b, ele está muito perto da sua estrela, por isso é tido como inabitável, mas ele dá pistas a respeito das dinâmicas planetárias complexas.
“É fascinante pensar que podemos estar observando um tipo de atmosfera que nunca vimos antes”, comentou Michiel Min, do Instituto Holandês de Pesquisa Espacial, membro da equipe de pesquisa.
Embora essas novas descobertas sobre o sistema solar vizinho ao nosso sejam interessantes, os pesquisadores pontuam que mais estudos são necessários para que seja compreendida a natureza do exoplaneta TRAPPIST-1b.
Fonte: Olhar digital
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