China avança em maior projeto de reflorestamento do mundo

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesdezembro 17, 2024

Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças. Uma delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a climática. Isso vem afetando o mundo de várias maneiras e, talvez, caminhe para um ponto onde se torne cada vez mais difícil manter a nossa existência. Por conta disso, vários esforços estão sendo feitos para mitificar esses danos, como por exemplo, o maior projeto de reflorestamento do mundo.

Ele está sendo feito na China. O país fez o anúncio dos seus planos para impedir que a desertificação avance, no caso, cercando o deserto de Taklamakan com o plantio de mais de três mil quilômetros de florestas.

Com essa iniciativa, o que eles querem é criar uma Grande Muralha Verde, que irá se estender também pelo deserto de Gobi. O objetivo é que a vegetação vinda do maior projeto de reflorestamento do mundo. sirva como um impedimento para o fluxo de ventos e tempestades de areia do deserto, já que elas causam grandes danos para a agricultura da China.

Maior projeto de reflorestamento do mundo

Fernando José de Sousa

Nesse maior projeto de reflorestamento do mundo aconteceu o plantio em larga escala de salgueiros vermelhos, sacsaoul e outras espécies de árvores. Todas elas foram plantadas na orla sul do deserto de Taklimakan, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China.

A iniciativa é parte do Programa Florestal do Cinturão de Abrigo dos Três Norte da China, feito com a meta de parar o avanço da desertificação através do reflorestamento. Isso não é algo novo, visto que os trabalhos começaram em 1978 e tem previsão de conclusão somente me 2050.

Conforme Pequim, quando a Grande Muralha Verde estiver pronta ela irá ter aproximadamente 100 bilhões de árvores e irá ser o maior projeto de engenharia ecológica do mundo.

Por mais que o projeto do maior reflorestamento do mundo possa parecer uma coisa boa, vários especialistas criticam ele dizendo que como as árvores que estão sendo plantadas não são nativas da região elas podem trazer problemas no futuro. Eles também pontuam que eles também podem ser ineficazes na diminuição nas tempestades de areia.

Mesmo com esses argumentos, o governo chinês não mudou sua opinião e ele vê o projeto como uma maneira de conter a desertificação. Até porque esse processo afeta mais de 27% das terras chinesas e prejudica aproximadamente 400 milhões de pessoas.

Fonte: Olhar digital 

Imagens: Fernando José de Sousa

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