
Segundo Priscilla Presley, nos dias turbulentos após a separação, Elvis não suportou a ideia de vê-la com Mike Stone, seu instrutor de caratê, e chegou a pedir a um aliado que arranjasse um “homem para o serviço”. O plano, afirma, foi abandonado quando a fúria arrefeceu. É alegação séria e precisa ser lida como tal.
A biografia de Priscilla reúne memórias que já vinham sendo dissecadas por décadas, mas adiciona cenas íntimas e episódios inéditos do pós-divórcio: de bastidores com Robert Kardashian a lutos recentes da família. A People vem publicando trechos e entrevistas sobre temas menos polêmicos, como a relação com o advogado de O.J. Simpson e a intensidade de Elvis mesmo após a separação. Agora, o capítulo do “suposto pistoleiro” é o mais rumoroso e ganhou repercussão mundo afora.
Stone era o instrutor de caratê com quem Priscilla se envolveu no fim do casamento. A narrativa de que Elvis teria dito, em fúria, que Stone “tinha que morrer” circula há anos em círculos de fãs e ex-integrantes da chamada “Memphis Mafia”. Em versões anteriores, bodyguards como Red e Sonny West relataram explosões de raiva nessa fase. O novo é a voz da própria Priscilla retomando o episódio em livro recém-publicado.
Veículos de cultura pop e entretenimento destacaram a passagem mais explosiva, mas vale ponderar a qualidade da fonte: há sites tabloides no bolo. Entre os outlets mais confiáveis que cobrem o livro, a linha é cautelosa: “é o que Priscilla conta agora, e o episódio ecoa relatos antigos da entourage”. Em resumo: trata-se de afirmação em memória, não de um inquérito judicial.
Os anos 1972–73 foram um terremoto na vida do casal: brigas, turnês intermináveis, remédios, ciúmes. A relação de Elvis com armas e explosões de temperamento também está documentada em outras passagens do livro e em reportagens sérias. O coração do debate aqui é intenção versus ação: cogitar vingança violenta é gravíssimo, mas não equivale a executá-la e o próprio relato de Priscilla diz que o plano morreu no berço.
O trecho que viralizou aponta duas coisas: o choque de Elvis com o romance e o pedido para que um fixer “resolvesse” o problema. Não há, porém, provas materiais apresentadas no livro (até onde a cobertura pública permite ver) de contratação efetiva, pagamentos ou nomes de intermediários. E o desfecho relatado pela autora é claro: Elvis desistiu.
Porque a memória coletiva sobre Elvis foi reativada por filmes, séries e novos livros. E porque a autora é, literalmente, Priscilla. Quando a pessoa no centro da história reabre feridas, a imprensa corre atrás. Ainda assim, é bom separar manchete ruidosa de leitura atenta: o livro também fala de Robert Kardashian, de Lisa Marie, de Graceland e de lutos recentes, não é um volume “sobre um hitman”, é sobre uma vida inteira depois de Elvis.






