Enorme erupção teria inspirado uma das pinturas mais famosas do mundo

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 26, 2024

Obra de arte é o termo utilizado para designar uma composição criada e avaliada por sua função artística. Do mesmo modo que é um produto que transmite uma ideia ou expressão da pessoa habilidosa que a fez. Algumas imagens podem levar dias, meses ou até mesmo anos para serem feitas. Além disso, a inspiração para que uma obra ganhe vida pode vir dos mais variados lugares. Como, por exemplo, essa erupção que teria inspirado uma das pinturas mais famosas do mundo.

De acordo com um grupo de pesquisadores, “O Grito”, do norueguês Edvard Munch, é uma retratação da erupção do  vulcão Krakatoa, que foi uma das maiores erupções da história moderna.

Erupção teria inspirado pintura

Olhar digital

Um fator que reforça a teoria de que a erupção que teria inspirado uma das pinturas mais famosas do mundo são as datas das duas. Sendo a obra pintada em 1893, e a erupção tendo acontecido somente dez anos antes. O que mostra que as duas coisas são contemporâneas.

Ainda conforme a hipótese, o pintor teria vista os efeitos da enorme erupção nos céus de Oslo, capital da Noruega. Então, essa visão o teria inspirado a pintar as nuvens laranjas e um tanto quanto assustadoras como são vistas na obra de arte.

Outro ponto dito pelos cientistas é que Munch estava olhando para o sudoeste, que foi justamente a região onde os crepúsculos do Krakatoa teriam acontecido no inverno de 1883.

O último ponto dito por eles é que a figura vista em “O Grito” tampando as orelhas é por conta do som vindo da erupção, já que foi tida como um dos eventos mais barulhentos da história.

Uma das maiores da história

Olhar digital

A erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, aconteceu em 1883 e veio junto com tsunamis que, juntos, mataram, pelo menos, 36 mil pessoas. Além disso, ela também liberou uma quantidade enorme de dióxido de enxofre (SO₂) na atmosfera.

E através dos ventos ele acabou sendo levado e causando reações químicas. O que consequentemente aumentou a concentração de ácido sulfúrico (H2SO4) nas nuvens Cirrus, com isso, elas começaram a refletir a luz do sol de forma mais intensa.

Por conta de tudo isso houve uma diminuição de 1,2ºC nas temperaturas médias do Hemisfério Norte no verão daquele ano. Outra consequência foi o pôr do sol ter ficado alaranjado durante meses. Essa consequência teria sido o que Edvard Munch avistou e tirou inspiração para o cenário visto na famosa pintura.

Com o passar do tempo esse fenômeno foi acabando de forma lenta, à medida que o ácido sulfúrico caia com a chuva. No entanto, o céu voltou ao normal somente em fevereiro de 1884, praticamente um ano depois da erupção.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...