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Essa mulher morreu, voltou a vida e se viu presa em seu próprio corpo

POR Gustavo Camargo    EM Ciência e Tecnologia      07/06/18 às 14h47

Vamos imaginar uma situação: um dia seu coração parou de bater, o que significa que tecnicamente você morreu, mas na ambulância os médicos conseguiram reanimá-lo. Você recobre a consciência, mas seu corpo não responde aos seus comandos.

Desesperador, não é verdade? Bom, foi exatamente isso que a cientista Rikke Schmidt Kjaergaard viveu. Com 38 anos na data do ocorrido, no primeiro dia do ano de 2013 sua vida mudou num piscar de olhos.

Chances de sobrevivência

"Em um intervalo de 12 horas, eu me senti mal e entrei em coma", ela conta. "Tive falência múltipla de órgãos, choque séptico, centenas de coágulos no sangue. As minhas chances de sobrevivência eram muito, muito pequenas". Os médicos informaram a família que ela teria uma média de 5% de possibilidade de sobreviver à meningite bacteriana que a acometera, causada pela mortífera bactéria Streptococcus pneumoniae.

No caminho ao hospital, o coração dela parou de bater por quase 40 segundos. "É um tempo longo", ela diz. "Não tenho nenhuma lembrança disso. Tudo havia escurecido. Não havia nada."

Recuperação da consciência

mulher

Ao recuperar a consciência, a gravidade do quadro de Rikke começou a se revelar. "Com o tempo, fui percebendo o que estava acontecendo", ela relembra. "Percebi que eu não conseguia me mexer ou falar. É terrível a sensação de ficar presa ao seu corpo".

"A única coisa de que eu me lembro bem é de que precisava escutar a voz de Peter, ver Peter", diz. "Quando eu o via ou escutava, me acalmava. Ele foi o meu salva-vidas".

Depois de cinco meses internada Rikke conseguiu se recuperar. Ainda com sequelas gravíssimas: a maioria de seus dedos da mão tiveram de ser amputados após gangrenarem, e ela é quase cega de um olho.

Depois disso tudo, ela decidiu abrir a própria empresa. Ela tem o objetivo de ajudar pessoas com doenças crônicas a controlar dados médicos e até mesmo escrever um livro. "A equipe médica disse que ficaria muito grata por eu escrever isso, para ajudar-lhes (a entender como lidar com pacientes) e facilitar as coisas".

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Via   BBC  
Gustavo Camargo
A verdade é que eu queria ser astronauta, mas na minha cidade ainda não tem a escolinha. Instagram: gustavoloopi
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