Esse é o maior ser vivo da Terra, tem mais de 1900 anos e mede 3,8km

POR Isabela Ferreira    EM Mundo Animal      14/07/17 às 16h25

Nosso planeta é realmente muito curioso, não é mesmo? Existem milhares de espécies de organismos vivendo sobre e também de baixo da Terra. A cada dia que se passa cientistas descobrem novas coisas e abrem ainda mais nossos olhos. Ao pensar nos animais por exemplo, pode até ser que exista um número estimado de quantas espécies ainda vivem, mas é muito difícil que algum dia tenhamos o número exato. São animais de todos as cores, tamanhos e habitats.

Mas será que você já parou pra pensar em qual é o maior ser vivo que existe no mundo? Só para que você possa ter uma "pequena" ideia, ele mede 3,8 quilômetros de comprimento e habita nosso planeta a mais de 1900 anos... Sim, isso mesmo! Trata-se de um fungo parasita, e muitas pessoas o acham delicioso. Se você está pensando que estamos falando de cogumelos, acertou. Existe um gênero deles chamado de Armillaria, popularmente conhecido como "cogumelo do mel" e está localizado em Blue Montains, no estado americano do Oregon.

Existem várias espécies do gênero e costumam colonizar e matar árvores que geram lenha, o que faz com que muitas pessoas os odeie. Certamente você já deve ter visto um ou outro cogumelo, seja em troncos de árvores ou mesmo no solo, mas a verdade é que essa parte visível é muito pequena comparada ao restante de sua estrutura que fica sob o solo.

Se parece muito com as raízes das árvores, e se espalham por grandes distâncias em busca de nutrientes e outros organismos que possam parasitar. O incrível mesmo é que ninguém nunca havia se dado conta de que essas estruturas eram tão grandes, e foi apenas recentemente, que os cientistas descobriram sua capacidade.

No ano de 1998, observaram que as árvores da Floresta Nacional de Malheur, no Oregon, estavam morrendo sem nenhuma explicação até então conhecida e foi aí que Serviço Florestal dos Estados Unidos resolveram agir. Mandaram uma equipe até o local, e fizeram fotos aéreas da região afetada, sem contar que colheram amostras de raízes das árvores que estavam mortas, ou morrendo. A surpresa veio aí: das 112 amostras coletadas, 108 apresentavam sinais de que haviam sido infectadas por uma espécie da Armillaria, especificamente a solidipes, que é a maior do planeta.

Segundo as pesquisas feitas, ela cobre uma área aproximada de 9,6 km², e apresenta a gloriosa extensão de 3,8 quilômetros, assim como foi dito acima. Descobriram que isso só é possível porque, quando as solidipes geneticamente idênticas se encontram, elas são capazes de se fundir, formando um novo fungo e isso faz com que suas colônias sejam imensas. 61 das árvores estudadas foram mortas por uma mesma colônia clone. Impressionante, não é mesmo?

Até 1992, o posto de maior ser vivo também era de um fungo da mesma espécie que havia sido encontrado em Washington, mas cobria uma área de apenas 6,5 km². Bem menor que o descoberto recentemente.

E então pessoal, o que acharam? Diz aí pra gente nos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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