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Esse embrião cresceu em um útero artificial

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Poucas coisas no mundo são mais incríveis do que a gestação de uma mãe. Não importa se é uma mamãe humana ou qualquer outro tipo de animal. Como todos nós sabemos, a gravidez, em humanos, costuma durar por volta de 9 meses, ou melhor, cerca de 38 semanas, desde que o bebê foi concedido.

O reino animal é mais curioso do que o humano. Isso por causa da diversidade das espécies. No entanto, mesmo que algumas características sejam diferentes entre as espécies de animais e os humanos, uma coisa em comum é que o embrião se desenvolve no útero até o momento do seu nascimento.

Contudo, os cientistas conseguiram, pela primeira vez, cultivar o embrião de um mamífero fora do útero. O estudo foi publicado essa semana, e mostrou que uma equipe de pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, disse ter conseguido cultivar com sucesso mais de mil embriões de camundongos. Esses embriões foram cultivados por seis dias, usando um processo que envolve um dispositivo mecânico.

Experimento

Na primeira parte do experimento, a equipe tirou os embriões dos úteros de suas mães depois de cinco dias. Segundo Jacob Hanna, um dos pesquisadores do projeto, ele e sua equipe conseguiram desde então tirar um embrião de um rato fêmea logo depois da sua fertilização. E eles conseguiram cultivar esse embrião por 11 dias. Além disso, os embriões cultivados em laboratório são consistentemente idênticos aos “reais”.

Para que essa pesquisa fosse possível a equipe ficou sete anos construindo a máquina que permitiu que isso se tornasse realidade. Ela é um sistema de duas partes que nada mais é do que uma incubadora e um sistema de ventilação

Cada um dos embriões do estudo flutuam em um frasco que é preenchido com um fluido especial, que é cheio de nutrientes. E na máquina uma roda vai girando de forma suave para que o embriões não criem uma aderência com a parede da casa temporária deles.

Tudo isso evita que o embriões se deformem e morram logo em seguida. No mesmo momento que essa máquina vai girando, um respirador integrado dá o oxigênio para os embriões. Isso mantém o fluxo e a pressão do ambiente.

Para que um embrião chegue ao ponto de sobreviver fora do útero, a gestação leva aproximadamente 20 dias. E até o momento, Hanna e sua equipe conseguiram criar com seu útero mecânico embriões de ratos durante 11 dias de crescimento. Depois desse ponto, que seria mais do que a metade de uma gravidez normal, que os embriões acabam morrendo.

Embriões

A morte dos embriões acontece depois desse período de tempo porque eles ficam grandes demais para sobreviver somente com os nutrientes que absorvem pelo fluído. Nesse ponto, eles precisam de um suprimento de sangue. Isso é o próximo desafio técnico que a equipe quer resolver. Dentre uma das possíveis soluções está um suprimento de sangue artificial que poderia se conectar com as placentas dos ratos.

Agora, a equipe está usando o processo para estudar como, por exemplo, mutações genéticas e condições ambientais podem acabar afetando o crescimento de um rato enquanto ele ainda está no útero.

Até esse experimento com camundongos ter sido possível, os cientistas usavam espécies de vermes e sapos, ou seja, não mamíferos, para conseguirem estudar o desenvolvimento dos tecidos e dos órgãos.

No futuro, um dispositivo parecido com esse desenvolvido pelos cientistas pode dar a eles a possibilidade de gerar um bebê humano da mesma maneira que os embriões de ratos. Contudo, isso é uma coisa que está a anos e décadas de distância, caso seja realmente possível.

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