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Esse homem voltou a enxergar depois de ter células da retina com genes editados

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A maioria dos seres humanos possui cinco sentidos, que ajudam a perceber o mundo ao seu redor. A ciência já estudou novos sentidos que podem mostrar que temos até mais que os consagrados tato, paladar, olfato, audição e visão. Dentre os cinco, a visão certamente é um dos mais utilizados e determinantes na nossa percepção das coisas.

Os olhos compõem um dos órgãos mais importantes dos seres vivos. São eles que nos proporcionam o vislumbre de tudo aquilo que nos cerca. Embora seja claramente possível viver sem enxergar, é algo que necessita de uma grande adaptação, pois é preciso que os outros sentidos fiquem muito mais apurados.

E nesse caso em específico, um homem conseguiu voltar a enxergar. Depois de duas décadas de um caso bastante grave de retinite pigmentosa, que é uma doença ocular, o francês passou por uma terapia genética experimental que parece ter sido bem sucedida.

Tratamento

De acordo com a BBC, para reverter a cegueira do homem, os médicos da França usaram uma nova terapia genética e exploraram uma técnica chamada optogenética. Ela é um ferramenta comum nas pesquisas de neurociência que usa luz para ativar células cerebrais específicas. Mas essa técnica ainda é nova no campo da medicina.

No caso desse paciente, as células detectadoras de luz na retina morreram há muito tempo. Por isso os médicos colocaram um gene de algas nas células que sobreviveram da região para que elas conseguissem produzir rodopsinas. Ela é uma proteína que é encontrada comumente em algas e que ajuda os micróbios fotossintéticos a encontrar e migrar na direção da luz.

Claro que foi preciso muito treinamento para que o homem conseguisse finalmente enxergar de novo. Ele começou vendo as grandes listras brancas em uma faixa de pedestres.

“Este paciente inicialmente ficou um pouco frustrado porque demorou muito tempo entre a injeção e o tempo em que começou a ver algo. Mas quando ele começou a relatar que espontaneamente foi capaz de ver as listras brancas ao atravessar a rua você pode imaginar que ele estava muito animado. Estávamos todos animados”, disse José-Alain Sahel, médico que tratou o paciente no Instituto de Visão de Paris.

Visão

Como existe uma diferença muito grande entre as algas  fotossintéticas e o olho humano, essa nova terapia optogenética não conseguiu restaurar a visão do homem até níveis normais. E também não permitiu que ele voltasse a enxergar cores.

Um outro desafio enfrentado é que, conforme a visão do homem voltava, ficou claro que as rodopsinas só respondiam à luz de cor âmbar. Por conta disso, esse francês tinha que usar óculos especiais para conseguir traduzir as imagens de uma câmera de vídeo no comprimento de onda certo para que assim ele conseguisse realmente ver o mundo a sua volta.

E mesmo com todas as limitações da terapia, a retinite pigmentosa é uma doença genética bastante complexa, e as proteínas das algas são uma solução ainda grosseira.

Mesmo assim, os médicos disseram que ficaram bastante entusiasmados com o fato de eles terem encontrado uma aplicação médica para a optogenética. E eles suspeitam que tratamentos parecidos irão surgir em breve.

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