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Estudo feito em camundongos mostra que jejum pode trazer outros benefícios além da dieta

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Em suma, nos dias atuais, a busca por um estilo de vida mais saudável e hábitos alimentares positivos é o que a maioria das pessoas está querendo. Aumentar a expectativa de vida e se preocupar com o ‘como’ viverá nos anos seguintes é quase regra atualmente.

Ademais, uma das formas de dietas que sempre se fala é o jejum. Muitas pessoas são adeptas do jejum por motivos religiosos, outras, no entanto, recorrem a esse método para emagrecimento rápido. Mas será que isso realmente tem um fundamento?

De acordo com um novo estudo, comer com menos frequência melhora a saúde e a longevidade dos roedores. Do que apenas o fato de comer menos. Os pesquisadores observaram roedores com dietas diferentes e descobriram que os que foram alimentados com menos calorias em uma única refeição diária viveram mais tempo do que aqueles que comeram a mesma quantidade de calorias, mas distribuídas ao longo do dia.

Estudo

 

O estudo mostrou que os ratos que comiam somente uma vez por dia também demonstraram uma melhora no metabolismo. Segundo Dudley Lamming, autor do estudo da Universidade de Wisconsin, os cientistas sabem que a restrição de calorias aumenta a vida dos roedores já há um século.

Contudo, estudos anteriores feitos com ratos e restrição calórica incluíam jejum não intencional com os animais geralmente alimentados somente uma vez por dia. Então, a equipe de Lamming resolveu descobrir se o tempo entre as refeições poderia influenciar de alguma forma. Com isso, eles descobriram que não era somente a quantidade de comida que importava.

“Em vez disso, as dietas com restrição calórica garantem que os ratos fiquem em jejum durante a maior parte do dia. E que o período de jejum imposto, quando comemos, é fundamental para os benefícios da restrição calórica à vida e à saúde”, pontuou Lamming.

Para o estudo, a equipe colocou os ratos em dietas diferentes. Um grupo de controle teve acesso ilimitado à uma alimentação regular. Enquanto dois outros grupos tiveram calorias restritas em 30%. Um deles tendo acesso a alimentos de baixa caloria durante o dia, e o outro recebendo uma quantidade 30% menor de comida regular em uma única refeição com jejum de 21 horas.

Jejum

Feito isso, se descobriu que os ratos com dieta restritiva em calorias com 21 horas de jejum viveram aproximadamente meio ano a mais do que os ratos que comiam o quanto quisessem a qualquer hora.

Já os ratos que tiveram acesso constante a uma dieta de baixa caloria viveram um pouco menos do que o grupo de controle. Mesmo consumindo menos calorias. “O período de jejum imposto é essencial para os benefícios de uma dieta com restrição calórica”, ressaltou Lamming.

Por mais que a longevidade dos ratos do último grupo, que jejuara sem diminuir  ingestão de calorias, não tenha sido medida eles mostraram tantos benefícios à saúde quanto o grupo que comeu menos calorias e jejuou.

“Ambos os grupos são mais capazes de regular o açúcar no sangue e adaptar melhor o metabolismo às diferentes demandas ao longo do dia”, disse Lamming.

Ponderações

Contudo, Lammin diz que, embora os estudos de curto prazo nos humanos pareçam confirmar que a restrição da ingestão de alimentos em uma janela de quatro a oito horas durante o dia pareça ser benéfica, as consequências a longo prazo ainda são desconhecidas.

“Ainda não sabemos a melhor hora do dia para jejuar. Se pessoas diferentes podem responder ao jejum ou à alimentação com restrição de tempo de forma diferente”, acrescentou.

“Um experimento humano comparável precisaria que os humanos ingerissem todas as calorias de que precisam por uma semana em um único dia. E morressem de fome pelos próximos seis dias. Como os ratos vivem cerca de dois anos e agora vivemos cerca de 80, talvez tenhamos que fazer o estudo por mais de 50 anos para testar se uma mudança tão grande em nossos hábitos alimentares realmente beneficiou a longevidade humana”, concluiu.

Fonte: https://www.sciencealert.com/fasting-may-offer-health-benefits-beyond-dieting-experiment-in-mice-suggests

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