Fiéis elogiam padre após ele afirmar que não faz batizados de bebês reborn

Nas últimas semanas, um tema ganhou muita atenção: os bebês reborn. Eles são bonecos hiper-realistas criados para se parecer com recém-nascidos feitos, geralmente, de silicone ou vinil, e com todo um processo para simular a textura da pele humana, cabelos e ser o mais realista possível. Junto com esses bebês vieram também os “partos”, “mães” de reborn e uma gama de outras atividades feitas com crianças. Nesse ponto, o padre Chrystian Shankar usou suas redes sociais para afirmar que não faz batizados de bebês reborn.

Com mais de 3,7 milhões de seguidores, o padre foi elogiado ao postar o texto dizendo que não faz qualquer tipo de rito religioso para um bebê reborn. Conforme Shankar, ele não faz batizados ou missa de primeira comunhão para esse bonecos, e também não atende “mães” que procuram catequese para os filhos de brinquedo.

“Não estou realizando batizados para bonecas Reborn ‘recém-nascidas’. Nem atendo ‘mães’ de boneca Reborn que buscam por catequese. Nem celebrando a Missa de Primeira Comunhão para crianças Reborn. Nem oração de libertação para bebê possuído por espírito Reborn. E, por fim, nem missa de 7 dia para Reborn que arriou a bateria. Essas situações devem ser encaminhadas ao psicólogo, psiquiatra ou, em último caso, ao fabricante da boneca”, escreveu o padre.

Padre e  bebês reborn


Essa não foi a primeira vez que o padre se pronunciou sobre os bebês reborn, Ele já tinha comentado a respeito do comportamento de alguns donos desse tipo de boneca. Em uma das suas publicações, Shankar lembrou que quando esse tipo de boneco surgiu ele era de nicho artístico e de colecionadores, mas acabou por ganhar proporções muito grandes e revisitar questões de maturidade e saúde mental.

“Vivemos tempos em que a linha entre realidade e fantasia parece cada vez mais tênue. Um exemplo emblemático disso é a crescente popularidade dos bebês reborn — bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos com impressionante fidelidade. O que começou como um nicho de colecionadores e artistas agora se tornou um fenômeno que levanta sérias questões sobre maturidade emocional e saúde mental”, escreveu o sacerdote.

“Enquanto alguns especialistas sugerem que o uso de bebês reborn pode ter funções terapêuticas, como auxiliar no luto ou em casos de solidão extrema, é crucial distinguir entre o uso terapêutico e a substituição de relações humanas reais por vínculos com objetos inanimados. A sociedade precisa refletir sobre os limites entre o uso saudável de objetos terapêuticos e a evasão da realidade. A substituição de vínculos humanos por relações com bonecos pode indicar uma dificuldade em lidar com as complexidades da vida adulta. É essencial promover o amadurecimento emocional e encorajar relações humanas autênticas, fundamentais para o bem-estar individual e coletivo”, continuou.

Para quem não conhece Chrystian Shankar, ele é um padre reconhecido por fazer a união de fé, bom humor e linguagem acessível para conseguir alcançar o máximo de fiéis através das redes sociais. Ele é reitor do Santuário São Frei Galvão, em Divinópolis (MG), e também atua como pregador, escritor e palestrante.

Fonte: O Globo 

Imagens: Instagram 

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