O passado do nosso planeta esconde coisas que talvez nunca sejamos capazes de descobrir. É por esse motivo que diversos arqueólogos e estudiosos de várias áreas se empenham diariamente para descobrir um pouco mais do que já passou. Conhecendo o passado, é possível entender o futuro e, é claro, saber como funcionava a cabeça dos nossos antepassados. As histórias apresentam templos, castelos, guerreiros e também demônios, principalmente, os contos de milhares de anos atrás. Há quem dedique sua vida, buscando rastros de algum demônio que habitou o nosso planeta e, recentemente, um achado chamou a atenção. Foi encontrada a pintura de um demônio assírio, de pelo, menos 2.700 anos.

Tudo aconteceu quando Troels Pank Arboll, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, analisava uma placa. Essa tratava-se de uma placa assíria de 2,7 mil anos de idade. Foi durante a análise que ele teve uma surpresa: abaixo das inscrições cuneiformes, que já são conhecidas, estava um desenho curioso. Observando melhor, Troels percebeu que aquela era uma ilustração de um demônio. O achado foi extremamente inusitado, pois aquele artefato foi encontrado anos atrás, no norte do Iraque. Ele faz parte da coleção do Museu Berlin's Vorderasiatisches, na Alemanha. Até aquele momento, ninguém havia percebido a criativa animalesca na pintura.

Estudo sobre o demônio

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Como foi explicado através de um estudo publicado no Le Journal des Médecines Cunéiformes, esse desenho é uma representação de demônio Bennu. Esse demônio, para os assírios da época, era o principal responsável por causar a epilepsia. "Sabemos há muito tempo que os assírios e babilônios consideram doenças, como fenômenos causados por deuses. Além disso, poderiam ser causados, segundo eles, por demônios ou algum tipo de bruxaria. Os curadores eram responsáveis por expulsar as forças sobrenaturais e os sintomas médicos, que causavam. Usavam drogas, rituais ou encantamentos", explicou Arboll, no comunicado.

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O achado do dinamarquês foi bastante interessante, pois essa foi a primeira vez que uma ilustração do tipo foi encontrada em uma placa cuneiforme, com inscrições médicas. "Quando há um desenho, ele geralmente mostra uma das figuras que os curandeiros usavam em seus rituais. Esse não é o próprio demônio", disse o especialista. "Aqui, temos uma apresentação do demônio da epilepsia como o curandeiro que escreveu o texto deve tê-lo imaginado".

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O desenho que foi computadorizado para análise mostra o ser. Trata-se de um monstro esguio, bípede, com chifres e uma língua bifurcada. Além disso, possui uma longa cauda. "O texto afirma que o demônio agia em nome do deus lunar Sin. Isso acontecia quando infligia uma pessoa com a epilepsia", relatou o estudioso. De acordo com os especialistas, os antigos assírios acreditavam que ele causava a epilepsia.Segundo eles, isso estava ligado à loucura e que ambas eram causadas pelo deus da Lua. Essa ideia resultou na criação da palavra inglesa "lunacy", também usada como loucura. Ainda se estuda o desenho e o passado como um todo.

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Publicado em: 07/01/20 23h02