Ciência e Tecnologia

Homem acabou morrendo após contrair ameba ”comedora de cérebro”

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Nos fictícios enredos dos filmes de terror, as histórias costumam ter início em um dia super comum, que acaba se tornando um verdadeiro pesadelo. Bom, mas isso, aparentemente, não acontece apenas nas artes. Recentes acontecimentos na vida de um homem, na Carolina do Norte, vão nos provar que sua história facilmente se tornaria um bom título a ser incorporado no catálogo do gênero.

Segundo informações, divulgadas pela imprensa nos Estados Unidos, depois de nadar em um lago de um parque aquático local, o homem teria morrido por uma infecção rara, causada por uma ameba “comedora de cérebros”. Sim, não há duvidas da causa e esta é uma história real.

De acordo com o The New York Times, após visitar o Fantasy Lake Water Park, um lago artificial, no Condado de Cumberland, nos EUA, o homem de 59 anos, que não foi identificado, acabou ficando doente. A impressa preferiu manter sua identidade preservada em razão das circunstâncias clínicas.

Alguns exames, realizados no paciente, deram positivo para a presença da Naegleria fowleri. De acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Carolina do Norte (DSSHCN), em um comunicado, este é um organismo unicelular naturalmente encontrado em água doce morna, como lagos e rios.

A grande maioria das infecções nos Estados Unidos pela ameba ocorre nos estados da região sul do país. Principalmente, durante os meses de verão, depois que o clima fica mais quente por um longo período. O que aumenta a temperatura da água, segundo o DSSHCN.

Beber a água contaminada pela Naegleria fowleri não causa a infecção. Por outro lado, se a água contaminada entra pelo nariz, o organismo pode acabar no cérebro, e isso pode ser fatal. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD), a ameba destrói o tecido cerebral, resultando em um inchaço cerebral e, comumente, na morte da pessoa.

Casos e prevenção

No entanto, esse tipo de infecção é extremamente raro. Para termos uma noção, de 1962 a 2018, houve apenas 145 casos de infecções por Naegleria fowleri, nos EUA. Entretanto, por menores que sejam os casos, a doença tem uma alta taxa de fatalidade. Dos 145 casos reportados, apenas 4 pessoas sobreviveram.

“Nossas simpatias estão com a família e os entes queridos”, disse o epidemiologista Zack Moore, em um comunicado. “As pessoas devem estar cientes de que este organismo está presente em lagos de água doce quente, rios e fontes termais em toda a Carolina do Norte, então esteja atento ao nadar ou desfrutar de esportes aquáticos”.

Para piorar a situação, não existem testes rápidos para identificação da presença dessa ameba na água. Na verdade, identificar o organismos pode levar algumas semanas, de acordo com o CCPD. Assim, as pessoas, que nadam em água doce morna, devem estar cientes de que existe um risco de infecção.

Caso uma pessoa ainda assim opte por nadar, ela pode tentar evitar que a água suba pelo nariz. Para isso, ela precisará manter o nariz tapado, usando grampos nasais. Ou, ela pode simplesmente manter a cabeça para fora d’água, enquanto se banha. O melhor mesmo é evitar nadar em água doce morna durante os períodos de alta temperatura da água e níveis baixos de reservatórios. Ao menos é o que sugere o DSSHCN.

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