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Hospitais chineses escondem um dos segredos mais sombrios do mundo

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      22/04/19 às 19h38

Os hospitais são aterrorizantes para muita gente. Seja pela energia pesada que transborda nas paredes ou pelas histórias tristes que ali passaram, é difícil ter ânimo para seguir com um sorriso no rosto quando você é um paciente. Os hospitais e o sistema prisional da China foram/são palcos de uma das histórias mais sombrias do século XXI. A escassez de oferta abriu as portas para o tráfico e à extração forçada de órgãos. Nas últimas décadas, se você recebeu um transplante na China, há uma forte indício de que tenha sido colhido de um prisioneiro executado contra sua vontade. Muitos desses prisioneiros não são assassinos ou estupradores. São, na verdade, "prisioneiros de consciência", que foram enclausurados por suas crenças políticas ou religiosas. E é por isso que alguns hospitais chineses escondem um dos segredos mais sombrios do mundo, e que agora foram desvendados.

Em outubro de 1995, Wang Guoqi trabalhava como médico do Exército chinês em uma prisão na província de Hebei, quando testemunhou execuções de prisioneiros que mudaram sua vida. Enquanto ainda os prisioneiros seguravam seus últimos suspiros, os médicos foram levados para recolher os órgãos deles com o propósito de realizar transplantes. As autoridades chinesas insistem em dizer que a prática ilegal não acontece há anos, mas as estatísticas sugerem o contrário.

Águas passadas?

O sistema ainda está rodeado em mistério e, como tal, não existem provas que confirmem conclusivamente a escala do problema. Também não está claro o quão difundida a questão é hoje. As autoridades chinesas dizem que mudaram para um programa de transplante de órgãos totalmente legítimo que usa apenas doadores voluntários. No entanto, muitos argumentam que as estatísticas sugerem o contrário e a prática continua em andamento.

Um relatório importante, The Bloody Harvest / The Slaughter, afirmou que a taxa de execuções e o número de órgãos retirados de prisioneiros executados permanece "um segredo de Estado". Os dados comprovam que o volume de transplante é substancialmente maior do que o valor oficial".

Outro estudo, publicado em janeiro de 2019, realizou uma análise forense de dados sobre doação de órgãos entre 2010 e 2018. Eles encontraram uma "falsificação e manipulação sistemática do conjunto de dados de transplante de órgãos oficial".

As vítimas

Falun Dafa (também chamado de Falun Gong) é um avançado sistema de prática de "autocultivo" da Escola Buda. É uma disciplina na qual a "assimilação à característica mais elevada do universo" (Verdade-Compaixão-Tolerância) é o fundamento da prática. O foco da prática do Falun Dafa é a mente, sendo o cultivo dos pensamentos e do caráter moral da pessoa, ou "xinxing", a chave para o crescimento da energia de cultivo.

Muitos dos prisioneiros, vítimas da extração ilegal de órgãos, não são assassinos ou estupradores. Na verdade, são "prisioneiros de consciência", que foram presos por suas crenças políticas ou religiosas, como os praticantes pacíficos do Falun Gong.

Enquanto suas ações são totalmente pacíficas, o Partido Comunista Chinês tem dissipado isso como um culto perigoso. Como tal, eles estão sujeitos à ampla vigilância, prisão, tortura e execução sem julgamento.

Relato sobre o terror

Como parte do relatório Kilgour-Matas, David Kilgour falou com a ex-esposa de um cirurgião chinês que removeu cerca de 2.000 córneas de prisioneiros executados do Falun Gong. Os hospitais chineses escondem um dos segredos mais sombrios do mundo.

"Normalmente, esses praticantes do Falun Gong eram submetidos à certa injeção para causar insuficiência cardíaca. Durante o processo, essas pessoas eram empurradas para as salas de cirurgia para que seus órgãos fossem removidos ", lembrou ela. "O coração parava de bater, mas o cérebro ainda permanecia funcionando por causa da injeção. Essas pessoas eram levadas para outras salas de operação para remoções de coração, fígado, rins... Depois que seus rins, fígado e pele eram removidos, sobravam apenas ossos e carne".




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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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