
Dizem que o vinho melhora com o tempo. Mas e se eu te contar que arqueólogos encontraram um vinho de 2.200 anos na China? Pois é, a descoberta foi feita em Shaanxi, durante escavações em 56 tumbas da Dinastia Qin (221–207 a.C.).
Dentro de uma chaleira de bronze, havia cerca de 280 a 300 ml de uma bebida alcoólica branca e turva. O mais curioso? Análises mostraram que ela era muito parecida com o vinho de arroz amarelo, que os chineses ainda consomem hoje.
O recipiente foi encontrado ao lado de uma espada de bronze, sugerindo que o túmulo era de um soldado. Isso surpreendeu os pesquisadores, já que a bebida não estava restrita apenas aos nobres. Ou seja, o consumo de álcool pode ter sido mais comum e disseminado do que se pensava na época.
Ao todo, foram achados 260 itens na mesma área, incluindo objetos usados em rituais e sacrifícios. A chaleira, no caso, teria sido parte de uma oferenda funerária.
Exames de laboratório revelaram que a bebida era rica em aminoácidos, além de conter pequenas quantidades de proteínas e ácidos graxos. Isso explica o sabor parecido com o vinho de arroz moderno. Ou seja: se alguém se arriscasse a beber, provavelmente não seria tão diferente de uma taça servida hoje.
Mas calma: apesar de impressionante, essa não é a bebida alcoólica mais antiga já encontrada. O recorde pertence a um vinho de uva de 9.000 anos, também na China, feito de arroz fermentado e mel. Já a garrafa mais antiga preservada é a famosa Speyer Wine Bottle, encontrada na Alemanha em 1867, com cerca de 1.700 anos.
A diferença é que agora os pesquisadores têm em mãos uma chaleira de bronze com vinho ainda líquido, o que torna a descoberta única.
Além da curiosidade, a descoberta ajuda a entender como o álcool fazia parte da vida cotidiana na China antiga, seja em rituais, celebrações ou até mesmo no dia a dia. O achado em Shaanxi reforça a importância cultural do vinho na região, que já era produtora de bebidas fermentadas há milênios.
Fonte: All Thats Interesting






