
Várias já foram as expedições e os estudos para tentar entender o sol e como ele funciona. E esse estudo da nossa estrela ainda é feito. Isso porque nossa estrela tem vários mistérios para serem desvendados. Por conta disso, a Agência Espacial Europeia (ESA) quer fazer um eclipse artificial para que os cientistas consigam investigar a atmosfera do sol.
A missão Proba-3 irá imitar as condições de um eclipse solar e irá ser lançada nessa quinta-feira através de um foguete da Índia. A decolagem do Veículo de Lançamento de Satélite Polar (PSLV) irá acontecer do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota.
O lançamento da missão tinha sido marcado para acontecer na quarta-feira dessa semana, mas acabou tendo que ser adiado por conta de questões técnicas que foram descobertas um pouco antes da decolagem.
O principal objetivo da sonda Proba-3 é estudar a coroa solar, que é a camada mais extrema do sol. Essa parte é extremamente quente e os pesquisadores sabem pouco sobre ela. Justamente por isso a ideia de criar um eclipse artificial.
Ao todo, a sonda demorou praticamente uma década para ser construída e teve um orçamento de mais de 200 milhões de euros, equivalente a 1,2 bilhão de reais. Essa missão irá ser conduzida por dois satélites que irão ser colocados em uma órbita elíptica em volta do nosso planeta.

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Quando os satélites se separarem do foguete eles irã entrar em uma formação precisa com uma distância de 150 metros entre si. “Na verdade, a dupla estará formando um satélite gigante virtual. E isso será feito de forma autônoma, sem depender de orientação do solo”, disse o site da ESA.
O eclipse total artificial será criado pelo Ocultador, que irá bloquear o disco solar. Quando isso for feito, os cientistas terão a oportunidade de estudar a coroa solar durante até seis horas seguidas em cada órbita de 19 horas e 36 minutos. Por mais que o tempo pareça pouco, ele é maior do que vários eclipses naturais e dá aos cientistas uma oportunidade única para analisar o comportamento da atmosfera solar.
É estimado que a missão dure dois anos e consiga responder questões críticas a respeito do sol, especialmente o motivo de a coroa ser bem mais quente do que a superfície, e como o vento solar é acelerado para as velocidades extremas.
A missão Proba-3 também irá ser um teste para as missões futuras que precisem de um voo. Essa tecnologia usada pode ser aplicada para a manutenção dos satélites, monitorar a Terra e fazer outras operações especiais.
Fonte: Olhar digital
Imagens: Olhar digital






