Ciência e Tecnologia

Isso é o que acontece quando transplantam um cérebro de um verme em um robô

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Para quem é realmente fã de ficção científica, com certeza já deve ter pensando no tema “transferência de mente”. Um grupo de cientistas estão tentando descobrir uma forma de simular as conexões neurais de um ser vivo em um corpo mecânico. Se eles conseguirem fazer isso, haveria infinitas aplicações positivas para a robótica e futuras descobertas sobre a própria mente.

Acontece que o cérebro humano ainda é um mistério e extremamente complexo, fora que existe certas questões éticas envolvidas. Todavia, o cérebro de um verme é simples e facilmente mapeável. Foi exatamente isso que eles fizeram. Criaram um “robô-verme” que “pensa” como um desses pequenos seres.

Hoje a Fatos Desconhecidos traz para você esse experimento maluco. Tudo indica que eles estão indo para o caminho certo para futuras descobertas, então, por que não compartilhar isso com vocês? Prepare-se para descobrir o que  acontece quando transplantam um cérebro de um verme em um robô. Pode até parecer meio “bobo”, mas é uma descoberta incrível!

Cérebro de “minhoca”

O cérebro é basicamente uma grande rede de sinais elétricos. Bom, teoricamente seria possível catalogar todos esses sinais e digitalizá-los. Em outras palavras, você literalmente faria o upload de sua mente em um computador! Isso ainda não é possível, porém já existem pessoas trabalhando nisso.

Existe uma grande movimentação de cientistas buscando mapear todas as conexões do cérebro humano para entender como nós pensamos e agimos.  Existe diversas aplicações para isso, um exemplo é na robótica. Poderíamos criar inteligências artificiais e robôs mais humanizados, eficientes e complexos.

Bom, como qualquer revolução tecnológica e científica, tudo começa com um primeiro passo simples. Pesquisadores utilizaram o sistema nervoso de um bicho que eles já entendiam de forma mais integral. Usando o cérebro de um verme chamado Caenorhabditis elegans, eles criaram um robô que simulava a criatura. Em outras palavras, eles criaram um verdadeiro “cérebro de minhoca”.

Corpo e Cérebro

Antes de inserir a simulação cerebral do verme no corpo robótico, os cientistas mapearam todas as conexões dos 302 neurônios do bicho. Depois de mapear essas conexões, transformaram a simulação em um software. O nome que esse projeto recebeu foi OpenWorm Project.

O corpo que foi usado foi o de um Legobot, que foi construído para equivaler aos sentidos do verme.  Estímulos alimentares, toque e mobilidade foram simulados no corpo robótico. Dessa forma surgiu o primeiro “robô-verme”.

Segundo Lucy Black, que está integrada no projeto, o robô se comportou de forma extremamente similar ao do animal vivo. Ele respondeu a todos estímulos da mesma forma como o ser vivo responderia. Quando tocava com seu “nariz” em algo, ele recuava para trás. Quando o senso de alimentos era estimulado, o robô avançava. O objetivo final desse projeto é desenvolver um organismo virtual completo, que simula perfeitamente o animal vivo.

Robótica e simulações futuras

Apesar da simulação não ser perfeita, os cientistas ficaram impressionados. Em nenhum momento foi usado nenhuma programação no robô. Sim, a máquina não foi programada, simplesmente inseriram os dados da simulação do verme e ele reagiu por conta própria.

Como já dito, o que se espera no futuro é o desenvolvimento de simulações perfeitas e até o “upload” e “download” da mente humana em computadores e simulações mecânicas. As aplicações são infinitas e nós já estamos dando os primeiros passos. Na verdade, isso até reforma aquela hipótese: ‘E se isso tudo fosse uma simulação?’ Seriamos nós simulações aprendendo a simular? Realmente, é de dar um nó na cabeça.

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