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Leite em pó doado pela Prefeitura de SP a alunos em situação de vulnerabilidade é vendido em grupos no Facebook

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Grupos na rede social Facebook anunciam a venda de leite em pó, o que não seria um problema, se o produto não fosse distribuído sem custo pela Prefeitura de São Paulo para estudantes em situação de vulnerabilidade social. Segundo a Prefeitura, a comercialização do produto é crime, passível de punição.

Assim, o produto do programa Leve Leite está sendo comercializado por valores que vão de R$ 15 a R$ 40 em grupos do Facebook. Na última quarta-feira (28), ainda era possível encontrar posts de pessoas buscando a compra do produto.

Em um dos grupos, o administrador afirma que “o leite tem dono e o dono vende pelo preço que acha justo”. Os vendedores geralmente combinam pontos de encontro com os compradores em lugares como metrôs ou estações de trem.

Vale destacar que um decreto municipal proíbe a comercialização e a troca desse produtos distribuídos e pode resultar na exclusão dos beneficiários do programa. O Leve Leite distribui leite em pó, porém, também há disponibilidade de fórmula láctea para crianças de 4 a 12 meses.

Dessa forma, o leite em pó apresentou um aumento de preço de 9,86%, acumulado dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de junho. Já o preço do leite longa vida subiu 22% na prévia da inflação de julho, acumulando alta de 57% no ano.

O leite foi o item que mais influenciou o avanço de 0,13% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) deste mês, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse indicador acompanha a inflação oficial do país.


Nota da Prefeitura de São Paulo

“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informa que o comércio de produtos do programa Leve Leite é proibido. O leite é distribuído exclusivamente para bebês e crianças em situação de vulnerabilidade ou que se encaixam em outros critérios do programa. As denúncias acerca de comercialização, assim que recebidas, são encaminhadas para investigação policial.”

“O programa Leve Leite atende cerca de 320 mil crianças da Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino. Para receber o benefício, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais no município de São Paulo, o CadÚnico.”

“O programa atende ainda crianças com necessidades especiais, matriculadas até o 5º ano da Educação Fundamental e residentes no município. Para esse público a inscrição no CadÚnico não é obrigatória. A entrega da fórmula láctea para menores de um ano é feita todos os meses na própria creche. Para os demais, o leite em pó integral é entregue em casa pelos Correios, a cada quatro meses.”

“A SME possui uma página com informações e dúvidas sobre o programa: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/codae/programa-leve-leite/.”

“A Carta de Serviços da Prefeitura de São Paulo, disponível no Portal SP 156, traz a ficha técnica detalhada dos serviços relacionados ao Programa Leve Leite, inclusive para denúncias de vendas ou desvio, que são encaminhadas ao órgão responsável para investigação”.

Leite

soro do leite

Milk Point

Com o aumento nos preços de leite, consumidores ficaram confusos com a venda de algo que se parece leite, mas não é, por um preço mais baixo. “Isso aqui não é leite não, né? Na embalagem fala que é soro de leite junto com leite, parece leite, mas não sei”, afirmou um consumidor que estava na unidade de Santo André, do supermercado Nagumo.

Ele procurava por opções mais baratas quando viu o anúncio de “bebida láctea” com um preço atraente: R$ 4,75. Vale destacar que, assim como outros produtos, o preço do litro de leite sofreu um aumento chocante, chegando a ser encontrado por R$ 10 na capital paulista.

Desse modo, o produto que causou a confusão é uma mistura de leite integral e 60% de soro de leite. Ele é vendido por R$ 4,75 nos supermercados locais. Os atendentes da unidade de Santo André da rede Nagumo informaram que o consumo do soro aumentou por conta do preço mais baixo em comparação com o leite.

Fonte: G1

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