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Lição de moral: trabalhador dispensa cliente após ser desrespeitado

Lição de moral: trabalhador dispensa cliente após ser desrespeitado
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Embora exista aquela famosa lição de moral “o trabalho dignifica o homem”, tudo na vida requer equilíbrio e bom senso. Então, em tempos em que o termo burnout entrou para o vocabulário de muitos trabalhadores, é extremamente necessário estabelecer limites.

Curiosamente, nos últimos dias um caso específico chamou a atenção dos internautas. Tudo começou quando, em seu perfil no Twitter, Iván Nava relatou um episódio nada agradável que viveu com um cliente. Segundo ele, em um horário totalmente inapropriado e que fugia do comercial, o cliente o ligou. De acordo com o print que circulou junto com a história de Nava, a pessoa o contatou próximo da meia-noite.

No entanto, mais surpreendente que a falta de noção do cliente foi a resposta de Iván. O trabalhador reuniu toda sua paciência e gramática e redigiu uma resposta cirúrgica para o inconveniente.

“Eu não trabalho 24 horas por dia e peço-lhe que meça suas palavras. Em outra ocasião tivemos um problema por conta da forma como você trata as pessoas, e a partir de amanhã entrego sua conta para outro diretor. Pare de me xingar, não estou interessado em trabalhar com um mandão, soberbo e arrogante como você. Tenha uma boa noite”, escreveu o rapaz.


Os prints divulgados mostram que o cliente tentou ligar para Iván nove vezes enquanto, ao mesmo tempo, reclamava pelo fato dele estar online e não responder. No fim das contas, após o textão, Nava ainda o bloqueou no WhatsApp e disse que, apesar da provável bronca que levaria no trabalho, sentiu-se bem com a atitude. Então, fica aqui essa lição de moral.

Burnout, o esgotamento profissional

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A reação de Iván gerou muitos debates nas redes. Enquanto alguns apoiaram a iniciativa do trabalhador, outros a caracterizaram como irresponsável e sem profissionalismo. Independente de qualquer um dos posicionamentos é importante lembrar que a Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, tem acometido inúmeros profissionais das mais diversas áreas.

Em suma, esse distúrbio psíquico é marcado pelo estado de tensão emocional e estresse decorrentes de situações de trabalho desgastantes. Embora seja um assunto em alta nos dias atuais, essa patologia vem sendo discutida desde 1974 por Freudenberger, um médico estadunidense. Essa síndrome costuma manifestar-se especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

Portanto, a atitude de Iván pode não ter sido correta aos olhos de alguns, mas foi importante para ele priorizar a própria saúde, essa é a lição de moral. Avaliar quando as condições de trabalho interferem em sua qualidade de vida a ponto de prejudicar sua saúde física e mental é extremamente importante para evitar o desenvolvimento dessa síndrome.

Lição de moral: o trabalho dignifica, mas também prejudica

Não existe uma fórmula para o trabalho perfeito. Eventualmente, algo ou alguém da sua vida profissional sempre te fará repensar suas escolhas e se perguntar “será que estou mesmo no lugar que eu quero?”. Acredite, esse tipo de questionamento é mais comum do que parece.

No entanto, mesmo diante de qualquer questionamento, toda e qualquer decisão deve ser tomada priorizando sua saúde. Assim como Iván, é preciso saber estabelecer limites, determinar horário de trabalho e lazer. Não existem decisões certas ou erradas, existem decisões focadas em você e, se você não se priorizar, ninguém irá.

Dito isso, nossa dica para melhorar sua rotina de trabalho e torná-la mais saudável é: autoconhecimento. Certamente essa é a maior lição de moral deixada pela história de Iván. Assim como ele, conheça seus limites, seja para não desgastar-se demais, seja para trabalhar em algo que precisa evoluir. O importante é sempre se conhecer.

Fonte: Portal 6, Drauzio Varella,

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