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Lulas podem mudar de cor para se adaptar ao ambiente

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Um estudo publicado na revista Scientific Reports, no último dia 28 de março, mostra que lulas podem mudar de cor. Além disso, eles registraram o exato momento em que isso ocorre. Portanto, os pesquisadores puderam concluir que elas fazem isso para se adaptar ao ambiente. 

A propósito, os pesquisadores que conduziram o estudo são do Instituto Okinawa de Ciência e Tecnologia, do Japão. Ainda de acordo com o estudo, o aumento ou diminuição das populações de lulas tem uma ligação direta com a saúde dos recifes de coral. 

As lulas em geral tendem a viver em mar aberto, sendo extremamente difíceis de serem mantidas em cativeiro. Portanto, não existem muitos estudos sobre a camuflagem dos cefalópodes. Pensando nisso, os pesquisadores cultivaram uma espécie chamada Shiro-ika. Assim, a pesquisa e a consequente conclusão, tornaram-se mais fáceis.

Fonte: U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration

Como funciona a mudança de cor

No estudo, foi observado que a pele dos animais fica mais clara. Mas, quando isso acontece? Quando estão em perigo? Não! As lulas ficam mais claras conforme a proximidade com a superfície do oceano. Sendo assim, quando os animais estão próximos do fundo do oceano, seus tons se escurecem. 

Na estação de ciências marinhas, construída pelo Instituto, os pesquisadores conseguiram presenciar essas mudanças. Isso aconteceu enquanto eles limpavam o tanque para remover algas. Assim, durante essa ação, eles acabaram percebendo que as lulas tinham cores diferentes. Isso dependia do fato de elas estarem debaixo das algas ou próximas da superfície. 

Depois que fizeram essa análise, veio o experimento, dessa vez de forma controlada. Os pesquisadores mantiveram diversas lulas em um tanque, Metade com água cristalina e metade com algas. Em seguida, instalaram uma câmera subaquática e uma acima do tanque. Dessa forma, foi possível observar a mudança de cor das lulas. 

Frequentemente, os animais usam essa estratégia para serem imperceptíveis nos ambientes. Com isso, fogem do risco de serem alvos de predadores, no entanto, esse não é o único motivo da troca de cor. Há espécies que mudam de coloração para controlarem a temperatura do corpo, para acasalar ou comunicar seu estado de espírito.

A propósito, nem toda transformação se dá pelo mesmo processo. Por exemplo, os camaleões e os cefalópodes fazem isso por meio de células chamadas cromatóforos. Portanto, essas reservas de pigmentos respondem ao que o bicho precisa em determinado momento.

Em contrapartida, outras espécies mudam as cores de seus pelos ou plumagens. Isso normalmente se dá para adaptar às estações ou para diferenciar fêmeas de machos. Entre os exemplos de animais que podem mudar de coloração, podemos citar: o camaleão, o polvo e o besouro-tartaruga.

Fonte: Biologia Net

Mimetismo animal e suas funções

O caso dessas lulas não é único e muito menos o primeiro. O mimetismo animal é comum na natureza, dentre animais terrestres e aquáticos. Esse fenômeno é caracterizado por camuflagens que os animais fazem no ambiente em que vivem. Além disso, algumas espécies são capazes de mudar momentaneamente de forma. Assim, é extremamente difícil de encontrá-los.

Atualmente, existe uma certa controvérsia na comunidade científica sobre o que é ou não mimetismo. Portanto, vamos te explicar dois tipos: o mimetismo mülleriano e o mimetismo batesiano.

O mimetismo mülleriano acontece quando duas ou mais espécies têm os mesmos padrões de cor ou forma. Ademais, existem outras características de defesa similares, como ferrões, venenos ou ser apenas intragável, ou seja, ter um gosto horrível! Por conta desse tipo de mimetismo, predadores reconhecem as características e não atacam nenhuma das espécies. 

Já o mimetismo batesiano acontece quando duas ou mais espécies têm aparência muito semelhante. No entanto, apenas uma delas tem os mecanismos de defesa. Em síntese, a espécie sem proteção é conhecida apenas como uma espécie copiadora. Diferente do primeiro caso, nesse tipo de mimetismo, a espécie copiadora é identificada como perigosa. Contudo, se fossem atacadas, os predadores veriam que ela não tem nada de perigosa

Fonte: Canal Tech, Perito Animal.

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