Em situações raras, crianças podem nascer com um dedo a mais em cada mão. Dito isso, quando alguém perde um dedo ou nasce com um dedo a menos, entendemos que muitas atividades podem ser limitadas pela condição. No entanto, o que acontece no contrário? Quem possui mais dedos na mão tem mais facilidade em atividades como, jogar videogames, por exemplo?

Para tentar responder essa questão, utilizamos a história de vida de Faizan Najar, de 12 anos. Atualmente, Najar mora na Índia e afirma ter orgulho de sua condição genética. Mas, para além disso, sua condição rara o ajuda em diversas atividades cotidianas, o que inclui jogar videogame com os amigos.

Para Najar, ter mais dois polegares o ajuda a jogar videogame

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Residente de Sheeri Baramulla, no norte da Índia, Faizan Ahmad Najar possuí 12 dedos, sendo que, ele conta com um dedo a mais em cada mão. No entanto, ao contrário do que muitos podem imaginar, Najar conta com orgulho que, na verdade, os dedos extras têm lhe dado vantagens ao jogar videogame e também, ao brincar de escala em árvores com os amigos. Dito isso, o menino não pretende deixar que ninguém o diga que ele é incapaz de fazer algo. "Sinto-me orgulhoso disso. Sou melhor no videogame… Não há vergonha. Essa é a vontade de Deus. Às vezes, mas não com frequência, penso: 'Por que só eu?' Mas, no geral, tenho alguns bons amigos na escola que me impedem de me sentir assim", afirma Najar.

Entre uma partida e outra de videogame, Najar conta de seus sonhos. No futuro, ele pretende seguir a carreira de medicina. "Quero ser médico. Quero tratar pacientes que nascem com tais disfunções, para que ninguém possa intimidá-los ou insultá-los", afirma Najar. Por isso, o menino é esforçado e busca sempre, dar o seu melhor em todas as atividades que realiza.

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Este menino faz tudo que uma criança normalmente faria

Em uma entrevista ao site Lad Bible, Najar foi questionado se já sofreu preconceito por ser diferente e ele respondeu que não. Mas, isso se dá porque ele vive em uma região bastante afastada da cidade e todos a sua volta o incentivam, o que o ajuda a não desistir. "Felizmente, não enfrentei muito disso porque moro no campo", afirma Najar.

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De acordo o médico sênior Mushtaq Ahmed, a condição é rara e não se sabe ao certo o motivo dela atingir as crianças. "É uma condição de nascença e não é muito comum. Mesmo que os pais sejam "normais", isso ainda pode acontecer com os filhos", afirma Ahmed. Portanto, com futuros médicos como Najar, novas pesquisas que expliquem melhor e até tratem da condição podem surgir em não muito tempo.

Segundo Hafeeza, a mãe do garoto, quando mais novo, Najar poderia realizar uma cirurgia para remover os dedos extras. Entretanto, isso poderia trazer "má sorte". "Quando ele tinha dois anos, disseram-nos que nosso filho deveria fazer uma cirurgia. Mas consultamos um santo sobre isso, e ele nos disse que nosso filho poderia perder a visão se fosse operado. Portanto, não fizemos a cirurgia", afirma Hafeeza. De toda forma, isso nunca o impediu em nenhuma atividade, pelo contrário, como o próprio garoto conta, apenas o ajudou em muitas tarefas.

Publicado em: 24/09/20 00h06